COLCHA DE RETALHOS…O BRASIL MERECE CONSTRUIR UM NOVO PERFIL, ALINHAVADO E COSTURADO COM A SEMENTE DA DIGNIDADE E O PERFUME DA ÉTICA DE TODO DIA

ESTAVA PENSANDO COM MEUS BOTÕES … E FIQUEI A PENSAR …COMO É DIFÍCIL PARA UMA CRIANÇA CRESCER SEM TER SUA IDENTIDADE PERCEBIDA NA SOCIEDADE NA QUAL ELA VIVE

Nosso país é formado por uma sociedade multiética  desde a sua colonização. É…portanto para que aconteça  mudança do estado das coisas como estão, a Educação Brasileira precisa assumir verdadeiramente, não apenas  nas leis…mas nas ações cotidianas juntamente com ações afirmativas visando a valorização das  culturas que existem e convivem neste Estado multiético.

HOJE EU TIVE UM SONHO…

Hoje eu tive um sonhosonhei que a mídia era uma criança que havia decidido ser verdadeira com o povo brasileiro e tinha como objetivo educar com verdade histórica e respeito às diferentes necessidades especiais, por isso tentava explicar com cuidado e detalhes a grande perversidade que é o capitalismo… sonhei…será que é possível realmente  começar a sonhar junto?? Será??  Vendo algumas imagens desta semana e fazendo uma reflexão bem intimista… caros amigos fui rever um pouco do que trago comigo sobre minhas lembranças do que foi passado em algum momento na escola. Bom… tinha na parede da memória três coisas a escravidão, preconceito e a força do trabalho. Tentei pensar sobre qual categoria de coisas eu estava prestando atenção. Então me lembrei do inesquecível e fantástico, Karl Marx na sua teoria sobre luta de classes…sinto Marx muito atual.

“A história de toda sociedade passada é a história da luta de classes”.

Também fui rever a escravidão no Brasil… “Durante mais de três séculos a escravidão foi a forma de trabalho predominante na sociedade brasileira. Além disso, o Brasil foi a última nação da América a abolir a escravidão. Num país de 500 anos, um fato que perdurou por 300 anos assume grande importância na formação da sociedade brasileira.”

Só relembrando…

Eles eram capturados nas terras onde viviam na África e trazidos à força para a América, em grandes navios, em condições miseráveis e desumanas. Muitos morriam durante a viagem através do oceano Atlântico, vítimas de doenças, de maus tratos e da fome. Os escravos que sobreviviam à travessia, ao chegar ao Brasil, eram logo separados do seu grupo lingüístico e cultural africano e misturados com outros de tribos diversas para que não pudessem se comunicar. Nestas lembranças sempre relembro Marx sobre ação de domínio de um homem sobre o outro.

Fiquei tentando compreender porque o estado das coisas não muda no nosso país, ai deparei com um paredão… chamado Educação...se a educação em si  reproduz o modelo de sociedade  que tem como base de existência o capital, que ainda se  quer discute com maturidade  as nossas questões  sociais básicas…como se…estando  envolvidos por diferentes tipos de preconceitos… e de construções de conhecimentos nem todos verdadeiros, como nossa sociedade… tem condições de refletir sobre os temas eleitos pela mídia dominante… A nossa mídia penso, eu que sabe, faz parte da classe dominante do nosso país…Como essa mídia consegue permanecer tão cruel…arrogante e prepotente…e não faz nenhuma grande manchete…sobre a força do trabalho e da coragem que   a  população Africana foi obrigada a dar pelo nosso país.  Como valorizar com justeza a eleição de uma mulher guerreira (DILMA) e como reconhecer a coragem de uma de um povo que diz:- não! Para a mídia e elege pela segunda vez um operário pra ser presidente.

Nosso país precisa  levar a sério e rever sua história…Parabéns Lázaro Ramos… você entrou para a história deste país…

Depois destes   dois presidentes a história do Brasil precisa ser contada com dados verdadeiros…espero…JÁ que a esperança é a última que morre…espero…



Contribuições afirmativas

 
 
 
 
 

A jornalista entrevista as maiores atrizes negras brasileiras (Zezé Motta, Ruth de Souza, Chica Xavier e Léa Garcia) e conta como alcançaram sucesso, apesar da discriminação.

Livro de Sandra Almada

Editora: Mauad


Com base numa análise da telenovela brasileira no período 1963-1997, o autor mostra que uma das principais características da formação nacional, a de ser multirracial e multiétnica, corre o risco de reduzir-se a um referencial euro-americanizado

Livro de Joel Zito Araújo

Editora: Senac

Literatura infantil

Sônia Rosa, assim como a menina Lindara, sempre gostou de falar pelos cotovelos….Um dia, sem mais nem porquê, ela resolveu colocar as idéias arrumadas num papel em forma de histórias…Adora estar entre crianças e, sempre que possível, conta uma história para elas. Afinal, como ela mesma diz: a leitura alimenta as idéias e quem conta uma história abraça alguém.

Livro de Sônia Rosa

Editora: Nandyala

Pessoas lindas estão realizando trabalhos importantes sobre a Cultura Afro-Basileira

 

Mais uma aventura de Jamela, a alegre menina sul-africana das soluções criativas. Dessa vez, ela faz aniversário e se encanta com um lindo e caro par de sapatinhos modelo “Princesa”, mas a mãe insiste para ela escolher um mais confortável. Diante da frustração, Jamela enfeita os sapatos novos com contas e pedrinhas brilhantes, criação que logo se torna popular na feira de artesanato local e rende a Jamela uns bons trocados.

Livro de Niki Daly

País: África do Sul

Editora: SM

Percepção linda …

Solidão

Aproximo-me da noite
o silêncio abre os seus panos escuros
e as coisas escorrem
por óleo frio e espesso

Esta deveria ser a hora
em que me recolheria
como um poente
no bater do teu peito
mas a solidão
entra pelos meus vidros
e nas suas enlutadas mãos
solto o meu delírio

É então que surges
com teus passos de menina
os teus sonhos arrumados
como duas tranças nas tuas costas
guiando-me por corredores infinitos
e regressando aos espelhos
onde a vida te encarou

Mas os ruídos da noite
trazem a sua esponja silenciosa
e sem luz e sem tinta
o meu sonho resigna

Longe
os homens afundam-se
com o caju que fermenta
e a onda da madrugada
demora-se de encontro
às rochas do tempo

Mia Couto, in “Raiz de Orvalho e Outros Poemas”

As políticas de Ações Afirmativas, dentro das quais se insere o Programa Ações Afirmativas na UFMG, apresentado e discutido neste livro, exigem uma mudança de postura do Estado, da universidade e da sociedade de um modo geral em relação à situação de desigualdade social e racial vivida historicamente pelo segmento negro da população brasileira. A concretização da igualdade racial e da justiça social precisa deixar de fazer parte somente do discurso da nossa sociedade e se transformar, de fato, em iniciativas reais e concretas, aqui e agora.

Livro de Aracy Alves Martins e Nilma Lino Gomes

Editora: Autêntica

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