Este livro trata de um dos assuntos que têm causado maior polêmica no Brasil nos últimos anos: a abertura de cotas e reserva de vagas para negros e índios nas universidades públicas. A própria controvérsia que gera indica a importância do tema não somente para as comunidades negras e indígenas, mas para a sociedade brasileira como um todo. Contudo, a maioria dos argumentos que circulam na mídia revela a carência de um conhecimento mais aprofundado sobre nosso mundo acadêmico.
Pouco sabemos sobre a formação histórica de nossas universidades, da composição étnica e racial de seus alunos e professores e de como chegamos a reproduzir um grau tão extremo de exclusão ao ponto de termos que propor mecanismos de reserva de vagas para negros e índios.
José Jorge de Carvalho apresenta aqui um amplo panorama de dados sobre a exclusão étnica e racial no Brasil em geral e nas universidades em particular, além de oferecer uma série de propostas para a inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, incluindo a pós-graduação, a carreira docente e a pesquisa. O autor é um dos pioneiros na pesquisa sobre o tema, participa ativamente dos debates pela sua implementação em diversas universidades e foi o autor da proposta de cotas para negros e índios da Universidade de Brasília, a primeira universidade federal brasileira a aprovar essa medida de inclusão em 2003. Dada a riqueza dos dados apresentados e a densidade e abrangência dos argumentos aqui enunciados, este livro requalifica e aprofunda o debate sobre a inclusão étnica e racial no Brasil.
Livro de José Jorge de Carvalho

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Literatura Afro-Brasileira

Trago comigo para nossa troca de conhecimento, um pouco, do trabalho sobre a Literatura Afro-Brasileira…penso que vou ficar um tempo divulgando conhecimentos que estão sendo produzidos sobre a Cultura Afro-Brasileira . Pelo fato de ser um tema   ainda carente de divulgação e socialização…me desculpem…se estiver…cansando vocês prezados amigos.Os leitores deste livro vão conhecer um pouco da história da desigualdade e do preconceito racial no Brasil, o que os núcleos de estudos afro-brasileiros e indígenas de algumas universidades públicas estão fazendo para superar esses problemas quase sempre colocados para baixo do tapete e como a academia e a sociedade estão recebendo essas experiências de intervenção. O primeiro desses núcleos a ter sua experiência de intervenção multicultural analisada é o Leafro, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Depois vêm o Penesb, da Universidade Federal Fluminense, o Nepre, da Universidade Federal do Mato Grosso, o Neab-UFPR, da Universidade Federal do Paraná, e o Sempre Negro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
O livro apresenta ainda relatos sobre a adoção do sistema de cotas na Universidade do Estado da Bahia e a política de educação indígena do Mato Grosso, uma análise da lei 10.639 à luz da abordagem do ciclo de políticas de Stephen Ball, as resistências à política de cotas na universidade e o resultado de uma pesquisa em que se mesclam juventude da Baixada Fluminense, religiosidade de matriz afro-brasileira e complexidade.

Livro de Ahyas Syss(org.)

Editora: Quartet

MÃE ÁFRICA

“Este Continente é, ao mesmo tempo, muitos continentes. A cultura africana não é uma única, mas uma rede multicultural em contínua construção.”

Para falar da África, de uma cultura multifacetada, não podemos esquecer que falamos de um continente muito antigo, com extensões gigantescas, de tradições culturais variadas, de muitos países, povos, línguas, dialetos, tribos, religiões. A África são muitas Áfricas! A África são muitos povos!   Em 2003, foi decretada a Lei Federal n.º 10.639, que mudou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), ao estabelecer a obrigatoriedade do ensino e transmissão de cultura africana e afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino públicos e privados de todo o País. Há debates a favor e contra essa decisão, com receio de que haja mais segregação ao se destacar a história do povo negro de outros temas curriculares. Nitidamente, essa proposta aqueceu a edição de livros infantis literários e informativos, o que pode ser verificado na produção recente nacional. Muitos livros,   brasileiros e traduzidos, têm circulado nas feiras e livrarias dedicadas ao setor. Alguns deles com o cuidado que os leitores merecem: informações sobre o país africano, o povo a que se refere a história.

COZINHAR É O MAIS PRIVADO ATO

Muitas riquezas e contribuições…praticamos apropriadas da Cultura Afro. Tenho um carinho gigante por Mia Couto… (Filho de portugueses que emigraram a Moçambique em meados do século XX, Mia nasceu e foi escolarizado na Beira).  Além de ser considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, é o escritor moçambicano mais traduzido).

No seu conto … A avó, a cidade e o semáforo. Ele escreve uma compreensão linda sobre o ato de  cozinhar da natureza de uma tribo…lindo. Ele diz…no conto.

COZINHAR É O MAIS PRIVADO E ARRISCADO ACTO. NO ALIMENTO SE COLOCA TERNURA OU ÓDIO. NA PANELA SE VERTE TEMPERO OU VENENO. UMA TAREFA TÃO ÍNTIMA, NÃO DEVE FICAR EM MÃO  ANÒNIMA.





Mama África (a minha mãe) é mãe solteira e tem que fazer mamadeira todo dia além de trabalhar como empacotadeira nas casas Bahia… Chico César…meu respeito a sua cuidadosa sensibilidade poética.

MÃE ÁFRICA … nosso país (Brasil) começa a reparar alguns erros históricos…dentre tantos…agora finalmente foi introduzido no currículo da Educação brasileira os estudos sobre a Cultura Afro o que necessita ainda de organizações pedagógicas, mas creio que seja um avanço. Trago algumas imagens para contribuir com os avanços para a concretização deste currículo.A África é o terceiro continente mais extenso (atrás  da América) com cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3 % da área total da terra firme do planeta. É o segundo continente mais populoso da Terra (atrás da Ásia) com cerca de 900 milhões de pessoas, representando cerca de um sétimo da população do mundo, e 53 países independentes; apesar de existirem colônias pertencentes a países de outros continentes, tais como as Ilhas Canárias e os enclaves de Ceu Ásia ta e Melilla, que pertencem à Espanha, o território ultramarino das ilhas de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha, que pertence ao Reino Unido, e as ilhas de Reunião e Mayotte, que pertencem à França. Apresenta grande diversidade étnica, cultural e política. Nesse continente são visíveis as condições de pobreza, sendo o continente africano o mais pobre de todos; dos trinta países mais pobres do mundo (com mais problemas de subnutrição, analfabetismo, baixa expectativa de vida, etc.), pelo menos 21 são africanos.

 
 
 

Amigos africanos me asseguram que, em muitos idiomas nativos da África, existem muitos termos para”Caminho” e “Caminhar”, com incríveis mudanças.

Caminhar com uma criança, se fala de um modo.

Caminhar com os pais, já se fala de outra maneira.

 

Caminhar com os amigos, se diz de um jeito.

Com uma pessoa amada, ainda de outro.

Mas, segundo me disseram esses amigos da África, apesar de tantas palavras para ”Caminhar”, na língua deles não existe nenhuma palavra para – ”CAMINHAR SOZINHO”…interessante pensar nos traz  os amigos da África.

Na vida nada como um dia após o outro, regado de lucidez melhor ainda…

Depois de muita raiva e muito choro…muito choro e muita raiva… por perdas e danos…é muito bom…prosseguir…e tocando em frente…afinal atrás sempre vem gente…e nossa história provavelmente ajudará muitos outros a caminhar melhor pelos caminhos das pedras da vida…A vida é sofrida mas Bela…

“Tem dias que a gente se sente Como quem partiu ou morreu…”

Hoje… Vivi uma situação que me fez refletir sobre raiva… dor…perdas…frustrações…e  Amor. Isto é mais uma reflexão que gostaria de compartilhar. images-choro1

Gosto das orientações de Jung (Carl Gustav Jung (Kesswil, 26 de julho de 1875Küsnacht, 6 de junho de 1961) foi um psiquiatra suíço e fundador d a psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana.)

Li algumas coisas e fui descobrindo… Após uma frustração, para que possamos continuar em frente, precisamos apostar no Amor… Achei isso confortante e lindo. Acreditar no nosso potencial de amar e aprender a compartilhá-lo. As relações humanas generosas e feitas por quereres são estruturadas na troca de Amor. Só podemos trocar, Amor se acreditarmos que temos, Amor dentro de nós. O amor, bom,caloroso e aconchegante que podemos oferecer. Quando não acontece a internalização da crença de que, realmente, temos o Amor dentro de nós e que é algo bom, ficamos vagando em busca  de equacionar nossa frustração, seja ela qual for o aspecto que tenha acontecido. Quando uma  situação se repete com muita freqüência em nossa vida precisamos tentar entender o que ela – esta situação – está querendo nos dizer. Mudam-se os atores, mas os personagens são sempre os mesmos! Precisamos parar um pouco e fazer auto-análise sobre as nossas escolhas. Jung diz que temos tudo dentro de nós. Então, temos também o Amor dentro de nós! Colocar o Amor em sua vida, doando-o a todos a quem você ama é um presente de Deus. Ter lucidez para perceber, a existência de  Amor após sentir-se mais só do que  você merecia, penso que seja uma atitude maduro e corajosa…que bom que a vida muda e a raiva  e as perdas passam. Dói muito…mas sobrevivemos. Sabemos que  a vida é o melhor do melhor que acontece. É FATO.images-choro1

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