Um Organismo chamado Capital

Nesta semana estive pensando, sobre as circunstâncias, nas quais acontece, o nosso processo de aprendizagens. Sabemos que, aprender é uma prática eterna da condição humana. O como aprendemos faz toda a diferença, na história da humanidade.  Quando temos, a oportunidade de fazermos, a reflexão sobre a condição, que se processou essa aprendizagem; começamos a  compreender, os motivos que mantiveram,  a dominação da condição humana. Nossa reflexão possibilita ações que podem gerar transformações.

Para ampliar nossas reflexões busquei as considerações do professor Roberto Leher,e da professora  Dalila Andrade Oliveira sobre  o livro ‘‘Educação para além do capital’’ como já falamos aqui, é um livro clássico. Indispensável para todos comprometidos com as questões que envolvem a educação.

  Mészáros discute como pensar a sociedade tendo como parâmetro, o ser humano, exige a superação da lógica desumanizada do capital que,  criou um brutal organismo de dominação  e  tem no individualismo, no lucro e na competição os seus fundamentos.

O autor deste livro sustenta que a educação deve ser sempre continuada, permanente, ou não é educação.

Defende a existência de práticas educacionais que permitam aos educadores e alunos trabalharem as mudanças necessárias para a construção de uma sociedade, na qual o capital não explore mais o tempo de lazer, pois o que as classes dominantes impõem é uma educação para o trabalho alienante.Com o objetivo de manter o homem dominado. Já a educação libertadora teria como função transformar o trabalhador em um agente político, que pensa, age, e usa a palavra como arma para transformar a realidade.

*Roberto Leher , professor da UERJ, é coordenador do Grupo de Trabalho Universidade e Sociedade do CLACSO.
Publicado originalmente no Jornal do Brasil, Caderno Idéias, 03/09/2005

Mészáros sustenta a ousadia de um pensamento político e pedagógico revolucionário: ”Hoje o sentido da mudança educacional radical não pode ser senão o rasgar da camisa-de-força da lógica incorrigível do sistema: perseguir de modo planejado e consistente uma estratégia de rompimento do controle exercido pelo capital, com todos os meios disponíveis, bem como com todos os meios ainda a ser inventados, e que tenham o mesmo espírito”.

István Mészáros

Na melhor tradição marxista, a obra é um diálogo com os protagonistas sociais – professores, estudantes e militantes – reunidos no Fórum Mundial de Educação e, nesse sentido, a exemplo dos escritos de Marx para a Associação Internacional dos Trabalhadores, essa profunda reflexão filosófica é dirigida à definição de linhas estratégicas para as lutas do presente. O desafio não é uma educação para ilustrar ou para conformar os trabalhadores para as máquinas, mas para ”transformar a realidade”.

Dalila Andrade Oliveira

Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e professora do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Departamento de Administração Escolar da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). E-mail: dalila@fae.ufmg.br

A necessidade imperiosa de neste momento se pensar a educação para além do capital faz desse importante ensaio uma contribuição espetacular ao debate educacional, mas mais que isso, é um convite a uma outra forma de pensar e conceber o mundo, uma pérola que somente um filósofo da estatura de István Mészáros poderia oferecer.

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Sobre luciadifatima
Que eu me lembre...sempre gostei de compreender a vida observando ou fazendo uso de imagens...quando adolescente amava fazer recorte e colagem...quando o professor de Arte pedia pra interpretar poemas e temas usando imagens de revistas velhas.O trabalho com a pesquisa de imagens era pra mim um encanto. Hoje sinto que as convivências humanas são direcionadas por eternos recortes e colagens...Humanamente recheados e colados por acertos e erros...os registros gravados neste espaço pretendem estimular e ampliar...reflexões...que busque a construção da melhoria das nossas convivências. O trabalho com educação que realizei durantes alguns anos, principalmente com crianças, amplia a esperança em nos tornarmos cada vez mais humanos. Provavelmente trocaremos saberes sobre mil coisas. Agradeço sua participação e a sua significativa contribuição neste processo de emancipação cidadã para todos e com todos.

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