Dia internacional contra a discriminação racial 21 de Março

Trago comigo contibuições para pensar possibilidades de superação de preconceitos. Um pouco da história.

Instituido pela Organização das Nações Unidas no ano de 1966, o dia internacional contra a discriminação racial. foi criado na ocasião em que se completavam 6 anos do massacre de Sharpeville, na África do Sul, ocasião em que, 69 civis negros foram assassinados pela polícia sul-africana porque protestavam contra as péssomas condições de vida dos negros sob o regime do apartheid.

Massacre-Sharpeville

Foi criado na ocasião em que se completavam 6 anos do massacre de Sharpeville, na África do Sul, ocasião em que, 69 civis negros foram assassinados pela polícia sul-africana porque protestavam contra as péssomas condições de vida dos negros sob o regime do apartheid.

Massacre

O ano de 1960 em diversos localidades do mundo, como EUA lutavam contra o racismo, sendo assim, ambos os países foram palco da desumanização das sociedades que geraram violências estruturais, clamarando atenção para as atitudes tomadas contra a população negra e africana no mundo.  Essa situação permite definir o governo sul-africano como uma ditadura da raça branca.

Massacre

As diferenças raciais foram juridicamente classificadas de modo a dividir a população de acordo com o grupo social a que pertenciam. A segregação assumiu enorme extensão permeando todos os espaços e relações sociais. Os casamentos entre brancos e negros foram proibidos. Os negros não podiam ocupar o mesmo transporte coletivo usado pelos brancos, não podiam residir no mesmo bairro e nem realizar o mesmo trabalho, entre outras restrições. Os brancos passaram a controlar cerca de 87% do território do país, o que sobrava se compunha de territórios independentes, mas paupérrimos, deixados aos grupos sociais não-brancos.

Tolerância sempre entre todos

Em 1990, o novo presidente conduz o regime sul-africano a uma mudança que põe fim ao apartheid. Neste mesmo ano, o líder negro Nelson Mandela, que desde 1964 cumpria pena de prisão perpétua, é posto em liberdade. Nas primeiras eleições livres, ocorridas em 1993, Mandela é eleito presidente da África do Sul e governa de 1994 a 1999.

Mandela

Neste dia poderíamos fazer  um momento de reflexão, para que ao mesmo tempo que continue valendo como referência da discriminação racial que a humanidade inteira deve consiga superar este preconceito. Fonte:Escrito por Tereza Gavinho

Apartheid

O apartheid foi um dos regimes de discriminação mais cruéis de que se tem notícia no mundo. Ele aconteceu na África do Sul de 1948 até 1990 e durante todo esse tempo esteve ligado à política do país. A antiga Constituição sul-africana incluía artigos onde era clara a discriminação racial entre os cidadãos, mesmo os negros sendo a maioria na população.

Apartheid

Em 1487, quando o navegador português Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança, os europeus chegaram à região da África do Sul. Nos anos seguintes, a região foi povoada por holandeses, franceses, ingleses e alemães. Os descendentes dessa minoria branca começaram a criar leis, no começo do século XX, que garantiam o seu poder sobre a população negra. Essa política de segregação racial, O Apartheid, ganhou força e foi oficializado em 1948, quando o Partido Nacional, dos brancos, assumiu o poder.

O apartheid foi um dos regimes de discriminação mais cruéis de que se tem notícia no mundo.

O Apartheid, atingia a habitação, o emprego, a educação e os serviços públicos, pois os negros não podiam ser proprietários de terras, não tinham direito de participação na política e eram obrigados a viver em zonas residenciais separadas das dos brancos. Os casamentos e relações sexuais entre pessoas de raças diferentes eram ilegais. Os negros geralmente trabalhavam nas minas, comandados por capatazes brancos e viviam em guetos miseráveis e superpovoados.

O apartheid foi um dos regimes de discriminação mais cruéis de que se tem notícia no mundo.

Para lutar contra essas injustiças, os negros acionaram o Congresso Nacional Africano – CNA, uma organização negra clandestina, que tinha como líder Nelson Mandela. Após o massacre de Sharpeville, o CNA optou pela luta armada contra o governo branco, o que fez com que Nelson Mandela fosse preso em 1962 e condenado à prisão perpétua. A partir daí, o apartheid tornou-se ainda mais forte e violento, chegando ao ponto de definir territórios tribais chamados Bantustões, onde os negros eram distribuídos em grupos e ficavam amontoados nessas regiões.

O apartheid foi um dos regimes de discriminação mais cruéis de que se tem notícia no mundo.

A partir de 1975, com o fim do império português na África, lentamente começaram os avanços para acabar com o apartheid. A comunidade internacional e a Organização das Nações Unidas – ONU faziam pressão pelo fim da segregação racial. Em 1991, o então presidente Frederick de Klerk não teve outra saída: condenou oficialmente o apartheid e libertou líderes políticos, entre eles Nelson Mandela.

Mandela

A partir daí, outras conquistas foram obtidas: o Congresso Nacional Africano foi legalizado, De Klerk e Mandela receberam o Prêmio Nobel da Paz (1993), uma nova Constituição não-racial passou a vigorar, os negros adquiriram direito ao voto e em 1994 foram realizadas as primeiras eleições multirraciais na África do Sul e Nelson Mandela se tornou presidente da África do Sul. Fonte: http://br.geocities.com/siteafricadosul/APARTHEID2.htm

Nelson Mandela

“O perdão liberta o coração. A reconciliação limpa o medo por isso é uma arma tão poderosa, …temos que surpreender com compaixão e generosidade”.

Nelson Mandela

Mandela, “passou 67 anos de sua vida se dedicando ativamente a promover e conseguir a mudança social” e por causa disso, a Fundação Nelson Mandela, de Johannesburgo, sugere que a partir de hoje, 18 de julho 2011 e todos os próximos anos, “as pessoas dediquem simbolicamente pelo menos 67 minutos de seu tempo para servir suas comunidades em qualquer coisa que quiserem”. Gente, vamos entrar nessa corrente.Fonte blog universo da Bia

Nelson Mandela

Filmes que contribuem para ampliar a reflexão

Borboletas Negras

Borboletas negras

Após presenciar um ato de violência contra crianças sul-africanas, a poetiza Ingrid Jonker escreveu o poema The Dead Child of Nyanga, que mais tarde foi lido por Nelson Mandela em seu discurso de inauguração do primeiro parlamento democrata da África do Sul em 1994. Sua história de inconformismo com o regime segregacionista do Apartheid e suas relações precárias com os homens – incluindo seu pai (Rutger Hauer), membro do regime – dão a tônica do filme dirigido pela Paula van der Oest.

Sinopse: Invictus acompanha o período em que Nelson Mandela (Morgan Freeman) sai da prisão em 1990, torna-se presidente em 1994 e os anos subsequentes. Na tentativa de diminuir a segregação racial na África do Sul, o rugby é utilizado para tentar amenizar o fosso entre negros e brancos, fomentado por quase 40 anos. O jogador Francois Pienaar (Matt Damon) é o capitão do time e será o principal parceiro de Mandela na empreitada.

Militantes presentes eternamente.

Albert Luthuli, Desmond Tutu, Nelson Mandela e Frederik de Klerk.

“Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.” NM

Nelson Mandela

O mais importante herói africano em vida, chama-se Nelson Rolihlahla Mandela. Lutou contra o sistema de apartheid na África do Sul, pais onde nasceu a 18 de Julho de 1918, na vila de Mvezo, Transkei. Formado em direito, foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999, após vários anos como recluso, com o famoso número 466/64.

O apartheid, que significa “vida separada”, era o regime de segregação racial existente na África do Sul, que obrigava os negros a viverem separados. Os brancos controlavam o poder, enquanto o restante da população não gozava de vários direitos políticos, económicos e sociais.

Com passes, somos escravos': manifestação de mulheres contra a obrigatoriedade do porte das infames cadernetas de registro.

O apartheid foi um dos regimes de discriminação mais cruéis de que se tem notícia no mundo.

ATIVIDADES PELA PROMOÇÃO  DA IGUALDADE RACIAL NO BRASIL E NO MUNDO MARÇO 2012

Denuncie!

A data também será marcada no Brasil pelo lançamento do Observatório da População Negra. O projeto, resultante de parceria entre a Faculdade Zumbi dos Palmares, a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) e a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), irá catalogar as realizações dos afrodescendentes em diversas áreas produtivas e sociais no país.

 Informações da Faculdade esclarecem que o Observatório será aberto e público e irá realizar pesquisas sobre os resultados concretos das políticas públicas voltadas para a população negra, vai também reunir análises das informações coletadas e identificar avanços e barreiras nos segmentos de estudo. A primeira pesquisa será sobre a atuação dos estagiários da Zumbi dos Palmares em bancos de São Paulo.

 Em outras partes do globo, a data vai ser celebrada com base no tema “Racismo e Conflito”, proposto pela ONU. A intenção do organismo é visibilizar o fato de que o racismo e a discriminação, ainda hoje, estão no centro dos conflitos mundiais. De forma semelhante, a xenofobia também é responsável por genocídios, por crimes de guerra, crimes contra a humanidades e pelas chamadas limpezas étnicas.         Fonte.

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Sobre luciadifatima
Que eu me lembre...sempre gostei de compreender a vida observando ou fazendo uso de imagens...quando adolescente amava fazer recorte e colagem...quando o professor de Arte pedia pra interpretar poemas e temas usando imagens de revistas velhas.O trabalho com a pesquisa de imagens era pra mim um encanto. Hoje sinto que as convivências humanas são direcionadas por eternos recortes e colagens...Humanamente recheados e colados por acertos e erros...os registros gravados neste espaço pretendem estimular e ampliar...reflexões...que busque a construção da melhoria das nossas convivências. O trabalho com educação que realizei durantes alguns anos, principalmente com crianças, amplia a esperança em nos tornarmos cada vez mais humanos. Provavelmente trocaremos saberes sobre mil coisas. Agradeço sua participação e a sua significativa contribuição neste processo de emancipação cidadã para todos e com todos.

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