Para todas as nossas crianças todas, todas… sobrinhos, afilhados, filhos, netos, órfãos e abandonados entregues à própria sorte.2

Gerações

DIFERENTES-GERAÇÕES

Atualmente precisamos  conhecer os pensadores da Educação e da   Organização da Sociedade, cuidadosamente um  pouco das nossas próprias gerações e o que cada um de nós deixa de bom para as novas gerações. Enfim é fundamental conhecermos a nós mesmos, para contribuirmos conscientemente com  melhor de  cada um de nós.

DIFERENTES-GERAÇÕES

 Vários autores procuram explicar as diferenças entre as gerações, variam suas datas para classifica-las. Cada uma apresenta diferentes circunstâncias e contextos. Diferentes tempos e sociedades.

Podemos considerar que;

1948 – 1963 são pessoas que pertencem à geração Baby Boomers.

1-     Geração Baby Boomers

Geração Baby Boomers 1946- 1964

A geração Baby Boomers refere-se às pessoas nascidas entre 1943 e 1963, durante o

Baby Boom. Para Oliveira (2009) os anos correspondem a 1940 a 1960. São consideradas pessoas motivadas, otimistas e workaholies (VIACIADAS NO TRABALHO). Nasceram no período de crescimento econômico, no final e após a segunda Guerra Mundial, por isso idealizavam atuar na reconstrução de um novo mundo pós-guerra. Durante sua trajetória, essa geração, foi educada para competir, trazida com muita disciplina, ordem e respeito pelos outros. Qualidades essas que não foram consideradas ou apreciadas nos anos subsequentes, como aponta Conger (1998). O autor pontua a presença da Guerra do Vietnã, o surgimento dos anticoncepcionais e os movimentos feministas e sociais que promoveram grandes conquistas em relação aos direitos trabalhistas às mulheres, podendo-se perceber, por exemplo, as questões da flexibilidade do horário de trabalho, o aumento do período de licença maternidade, a possibilidade de fazer parte das tarefas domésticas, preparando, dessa forma, o cenário para as gerações vindouras.

Baby Boomers

Diante da rigidez da disciplina que recebiam a tendência natural à rebeldia aparecia na música, momento que surge o Rock and Roll e grandes nomes da música como Elvis Presley, Bob Dylan, Beatles e Rolling Stones (OLIVEIRA, 2009).

Nesse contexto surgiram, então, dois perfis dos jovens: o disciplinado e o rebelde. Os disciplinados aceitavam as condições impostas pelos pais e exerciam um comportamento um tanto quanto correto, ingressavam na vida adulta com maior rapidez e buscavam a estabilidade na empresa e a constituição de família. Quanto aos jovens rebeldes, na sua maioria, eram filhos de pais ricos e militares e buscavam transgredir todas as regras da sociedade, usando cabelos compridos, fazendo sexo antes do casamento, fumando e usando roupas coladas ao corpo. Além disso, seguiam as influências de personagens do cinema, lutavam ativamente pela liberdade política e exigiam mudanças nesse cenário. Também foram líderes de movimentos feministas, homossexuais, civis. Participaram de movimentos estudantis e do movimento “Yuppie” (Young Urban Professional – Jovem Profissional Urbano). No Brasil, a luta foi direcionada ativamente contra a ditadura militar (MACEDO, s/d).

Gerações

No que se referem às questões profissionais, os participantes dessa geração foram educados em um ambiente corporativo no qual a liderança era sinônimo de controle.

Demonstravam lealdade, focando sempre os resultados e mantendo um alinhamento e um compromisso com a missão da empresa que trabalhavam, valorizando o status e a ascensão profissional. De acordo com Kanaame (1999), aplicavam as habilidades e competências escolares em carreiras que oportunizavam posições elevadas ou mesmo garantias e/ou segurança para o futuro. A questão da empregabilidade representava uma afirmação de identidade, porém, a qualidade de vida não era muito preservada, uma vez que a ansiedade gerada pela necessidade de se construir um mundo diferente acabava por intensificar o trabalho, já que esse era entendido como o ponto mais importante para o momento histórico.

Gerações

Atualmente, presencia um estágio maduro, contradizendo as tendências tradicionais no que se refere ao seu poder de compra e, por tal condição, está recebendo um tratamento

especial novamente, todavia ainda trata-se de uma geração resistente às mudanças, pois devido à bagagem e vivência de experiências relevantes demonstram resistência em conciliar ações em um ambiente cooperativo. São pessoas que não se abrem muito para questionamento e a principal preocupação está na busca pela estabilidade no emprego. Colocam a carreira acima de tudo e se adaptam em qualquer organização, porém, é uma geração que está saindo do mercado de trabalho.

Para Kanname (1999) essa geração tornou-se mais saudável e instruída que sua antecessora, uma vez que a motivação favorece uma aposentadoria mais tardia, por variados motivos, como a necessidade de complementar a renda familiar, pela vitalidade que sentem e a necessidade de continuar produzindo.

1964 – 1977 são pessoas  da geração – X

2- Geração X

De acordo com Oliveira (2009) a geração X é a dos nascidos entre 1960 e 1980.

Engelmann (2009) considera a data como 1964 a 1977. Viveram num momento de revolução e de luta política e social, presenciando escândalos políticos como o assassinato de Martin Luther King. Presenciaram a Guerra Fria, a queda do muro de Berlin, a AIDS e a modificação de conceitos impostos pela sociedade anterior, o que promoveu a adoção de um sentimento de patriotismo.

 

Para Lombardia (2008) as inovações tecnológicas avançaram significativamente

deixando grandes marcas na juventude da época, favorecendo a aceleração das atividades diárias, promovendo manifestações revolucionárias e qualificando estilos diferenciados nos modos de viver desses jovens. Os revolucionários assumidos organizavam manifestações em movimentos estudantis como os “Hippies”

Os hippies (no singular, hippie) eram parte do que se convencionou chamar movimento de contra cultura dos anos de 1970).

Geração X

Buscavam direitos iguais para todos. A música servia pra representar os valores e posições políticas, outrora marcadas pela censura de imprensa. Além disso, a liberdade de escolha passou a ser característica marcante dessa geração.

Quanto à estrutura familiar, são filhos de pais separados e mães que trabalhavam fora,

o que começou a provocar o imenso sentimento de culpa das mulheres por se ausentarem de seus lares, gerando dificuldade de se colocar limites e estruturar a disciplina. Essa convivência promoveu a quebra de padrões considerados arcaicos sociais e morais. A questão do casamento, por exemplo, deixou de ser uma condição de permanência perpétua. Oliveira (2009) também pontua que essa geração foi totalmente influenciada por programas de televisão, tanto no que diz respeito à educação, quanto à rotina familiar. Tal influência também envolveu um aumento exacerbado dos apelos consumistas, reordenando e orientando o modo de viver e agir das pessoas.

Tal condição leva essa mesma geração à valorização do trabalho e a estabilidade financeira, na condição de garantir a realização de desejos pessoais e materiais já que a

carreira ainda encontra-se como o centro de seus direcionamentos e pode levar ao sucesso profissional. Mas, em contrapartida, efetiva-se a busca acirrada pelo sucesso da vida pessoal, e, depois, a constituição de uma família e a preocupação com a qualidade de vida, muito embora essas questões se mostrem um tanto quanto conturbadas com todos os percalços impostos pela vida moderna. Nesse sentido, muitas vezes os valores pessoais são submergidos na busca dos objetivos. Por isso também podem ser consideradas pessoas egoístas. “Essa geração é marcada pelo pragmatismo e autoconfiança nas escolhas, e busca promover a igualdade de direitos e de justiça em suas decisões” (Oliveira, 2009, p.63).

Geração X

Lombardia (2008, p.4) explicita que as pessoas pertinentes a essa geração “são conservadores, materialistas e possuem aversão a supervisão. Desconfiam de verdades absolutas, são positivistas, autoconfiantes, cumprem objetivos e não os prazos, além de serem muito criativos”. Como profissionais essa geração valoriza o trabalho e busca ascensão profissional, sendo independente e autoconfiante.

No seguimento profissional procuram por um ambiente de trabalho mais informal e com uma hierarquia menos rigorosa. Apesar de não serem fãs de regras na vida pessoal,

consideram sua necessidade no ambiente empresarial. Carregam o fator de terem crescido durante o florescimento do downsizing- Em português: achatamento. Trata-se de uma das técnicas da administração contemporânea, que tem por objetivo a eliminação da burocracia corporativa desnecessária, pois ela é focada no centro da pirâmide hierárquica, isto é, na área de recursos humanos   corporativo e, devido a essa quebra da estabilidade, buscam o desenvolvimento de habilidades que favorecem a empregabilidade. Apresentam um comportamento mais independente e mais empreendedor, focando as ações em resultados (OLIVEIRA, 2009).

1978 – 1994 são pessoas da geração – Y

Geração -Y

3-A geração Y é constituída por indivíduos filhos da geração Baby Boomers e dos primeiros membros da geração X e, segundo Lombardia (2008) são as pessoas nascidas entre

1980 a 2000, já para Engelmann (2009) são as que nasceram entre 1978 e 1994. É conhecida como a geração dos resultados, tendo em vista que nasceu na época das tecnologias, da

Internet e do excesso de segurança. Oliveira (2009) observa que ela não viveu nenhuma grande ruptura social vive a democracia, a liberdade política e a prosperidade econômica. Nativos Virtuais. As pessoas dessa geração são consideradas ambiciosas, individualistas, instáveis, todavia, preocupadas com o meio ambiente e com os direitos humanos. Também são

identificadas como esperançosas, decididas, coletivas e com um bom nível de formação, geralmente agindo sem autorização e desenvolvendo um alto poder e/ou pretensão de

consumo. Tendem a fazer várias coisas ao mesmo tempo, gostam de variedade, desafios e oportunidades.

Geração Y

Outra característica marcante das pessoas da geração Y é que aceita a diversidade convive muito bem com as diferenças de etnia, sexo, religião e nacionalidades em seus círculos de relação (LOIOLA, 2009).

Raines (2000) acrescenta que são filhos de geração de mães independentes emocional e financeiramente e possuem uma vida profissional ativa, por isso acabaram sendo criados

pelos profissionais das creches ou por avós. Além disso, o modelo de família padrão também foi substituído por uma organização que não necessariamente é representada pelo pai ou pela mãe presente.

Geração Y

O modelo familiar mais acentuado é o flexível, muitos são filhos de pais separados, convivem com irmãos de pais diferentes, madrastas, padrastos, namorados de pais e mães. São pertencentes a famílias que elencaram como objetivo preparar seus filhos para o futuro, por isso a “agenda” da infância era determinada por muitos afazeres, como cursos de idiomas, esportes e outras tarefas para preencherem o dia a dia, esquecendo-se de acharem um tempo para o ser crianças Conseguem acesso fácil as informações e são sensíveis as injustiças. Contudo, são impacientes, folgados, distraídos, superficiais e insubordinados, só fazendo o que gostam e quando percebem que há algum sentido ou alguma recompensa. Possuem dificuldades de acatar os limites e adoram fastfoods (refeições rápidas). São jovens brilhantes que dominam as tecnologias, mas não se contentam com os desafios propostos, buscando sempre novas perspectivas.

Geração Y

A facilidade com que lidam com as tecnologias tornou-se, assim, um importante meio de sobrevivência, de maneira que as rápidas e constantes mudanças nos meios de comunicação não assustam esta geração. Para Engelmann (2009) o mundo virtual motivou a essa geração o desenvolvimento do pensamento sistêmico, com a possibilidade de olhar para o global e o local, competência esta que é tão importante ao novo mundo de trabalho.

Geração Y

Veloso (2008) considera que esta geração possui outro conceito de trabalho, baseado em um contrato psicológico diferente do que foi estabelecido pelos seus antecessores. Identifica o trabalho como uma fonte de satisfação e aprendizado, muito mais do que uma fonte de renda. Isso favorece que os conceitos de carreira, promoção, estabilidade e vínculo profissional, aspectos relativos à vida organizacional bastantes valorizados pelas gerações anteriores, passem a ser analisados sobre novas perspectivas.

Geração Y

Para Oliveira (2009) as pessoas dessa geração valorizam menos a permanência em uma única empresa e mantém mais lealdade a si mesmos, porém são mais fáceis de serem recrutadas, uma vez que buscam trabalhar com liberdade, flexibilidades e criatividade, sentindo, ainda, necessidades de avaliações contínuas. Além disso, Engelmann (2009) enfatiza que não respeitam cargos ou currículos, mas demonstram admiração por competência real e comportamento ético. “A falta de cerimônia com os pais leva à indiferença sobre autoridades admiram “a competência real e não a hierarquia.” (KUNTZ, 2009, p.56), conversam de igual pra igual com os chefes, não se preocupando com o nível hierárquico.

Geração Y

Loiola (2009) pontua que elas esperam do líder a explicitação do papel que necessitam desempenhar, porém, não querem cobranças. Possuem capacidade de resolver os problemas e buscam o reconhecimento. Raines (2000) acrescenta que como profissionais possuem o desejo de trabalhar e aprender, não demonstrando medo do risco de demissão, fator que faz com que busquem o máximo de conhecimento das empresas nas quais estão atuando em determinado momento.

Geração Y

Apesar de dominarem as tecnologias não se contentam com os desafios propostos, sempre querendo mais, motivo para não permanecerem nas empresas em que trabalham. Segundo Gonçalves (2011, p.4) “precisam de razões e estímulos para se manter no emprego. A geração Y refere-se a uma população que está entrando no mercado, oriundos de num período econômico próspero. Continua…

Novas gerações

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Sobre luciadifatima
Que eu me lembre...sempre gostei de compreender a vida observando ou fazendo uso de imagens...quando adolescente amava fazer recorte e colagem...quando o professor de Arte pedia pra interpretar poemas e temas usando imagens de revistas velhas.O trabalho com a pesquisa de imagens era pra mim um encanto. Hoje sinto que as convivências humanas são direcionadas por eternos recortes e colagens...Humanamente recheados e colados por acertos e erros...os registros gravados neste espaço pretendem estimular e ampliar...reflexões...que busque a construção da melhoria das nossas convivências. O trabalho com educação que realizei durantes alguns anos, principalmente com crianças, amplia a esperança em nos tornarmos cada vez mais humanos. Provavelmente trocaremos saberes sobre mil coisas. Agradeço sua participação e a sua significativa contribuição neste processo de emancipação cidadã para todos e com todos.

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