CONTINUO A PENSAR SOBRE CONTOS DE FADAS…

Como já postei aqui…continuo aprendendo com Bruno Bettelheim sobre  a gigante e significativa oportunidade, que diferencia uma criança que teve oportunidade da escuta da leitura de contos de fadas  realizadas por um adulto,da outra  criança que não teve esta gigante oportunidade. Também acredito  que estudos de formação para adultos são valiosos, neste momento  creio que a leitura dos contos de fadas acolhe o adulto e afaga a criança.

É possível afirmar que    “os contos de fadas lidam sob forma literária com os problemas básicos da vida, particularmente os inerentes à luta para adquirir maturidade. …Essas mesmas histórias também sugerem ao genitor que ele deve estar consciente dos riscos envolvidos no desenvolvimento de seu filho, de modo a poder esta-lhes alerta e proteger a criança quando necessário, a fim de evitar uma catástrofe; e que ele deveria apoiar e encorajar o desenvolvimento pessoal e sexual do filho quando e onde isso fosse apropriado.”

Relendo…João e o Pé de Feijão … neste momento da história…”  João grita para a mãe pegar o machado e cortar o pé de feijão …ela traz o machado como  o filho havia  pedido, mas fica paralisada ao ver as enormes pernas do gigante…” a paralisia da mãe significa  que, embora uma mãe possa proteger o filho contra os perigos que a luta pela masculinidade envolve – não pode obtê-la por ele, só ele próprio pode fazê-lo…João agarra o machado  e abate 0 pé de feijão, ao abater o pé de feijão  João não recorre mais a soluções mágicas ; torna-se um “homem de verdade” ; não tomará mais as coisas dos outros, mas tampouco viverá com medo mortal dos ogros, nem dependerá de que a mãe o esconda num forno”…  muitas outras reflexões este conto nos acolhe…penso ser muito significativo apropriar-se da analise  feita por Bruno Bettelheim, no seu livro  A psicanálise dos contos de fadas.

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