CONTOS DE FADAS ALIVIAM E FORTALECE O CRESCIMENTO INFANTIL

Nestes últimos  dias tenho pensado cada vez mais nas crianças e nos nossos jovens…e principalmente nas histórias difíceis, que as crianças vivem  com tão pouca idade. Estive estudando sobre a natureza do desenvolvimento humano…assisti ao filme Bebês…que é lindo e muito triste…e fico pensando como o imaginário é natural da natureza humana…compartilho da idéia…de quanto é preocupante o fato das nossas crianças serem privadas do contato com os contos de fadas.

Para Bruno Bettelheim (Viena, 28 de Agosto de 1903 — 13 de Março de 1990) foi um psicólogo judeu norte-americano nascido na Áustria. (1980: 181), “o consolo é o maior serviço que o conto de fadas pode prestar à criança” ao inspirar-lhe “a confiança de que apesar das tribulações, ela obterá a vitória sobre as forças do mal”.

Para o Autor, “o conto de fadas não poderia ter seu impacto psicológico sobre a criança se não fosse, primeiro e antes de tudo, uma obra de arte” (Bettelheim, 1980: 20).      Assim, as qualidades poéticas do conto de fadas favorecem o desenvolvimento da sensibilidade artística da criança. Bettelheim (1980: 33) assegura o fato de ser “terapêutico porque o paciente encontra sua própria solução através da contemplação do que a história parece implicar acerca de seus conflitos internos”.


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Percepção linda …

Solidão

Aproximo-me da noite
o silêncio abre os seus panos escuros
e as coisas escorrem
por óleo frio e espesso

Esta deveria ser a hora
em que me recolheria
como um poente
no bater do teu peito
mas a solidão
entra pelos meus vidros
e nas suas enlutadas mãos
solto o meu delírio

É então que surges
com teus passos de menina
os teus sonhos arrumados
como duas tranças nas tuas costas
guiando-me por corredores infinitos
e regressando aos espelhos
onde a vida te encarou

Mas os ruídos da noite
trazem a sua esponja silenciosa
e sem luz e sem tinta
o meu sonho resigna

Longe
os homens afundam-se
com o caju que fermenta
e a onda da madrugada
demora-se de encontro
às rochas do tempo

Mia Couto, in “Raiz de Orvalho e Outros Poemas”

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