Memórias e Histórias

O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons – Martin Luther King

Vamos brincar de esconder, pessoal. Quando eu contar até duzentos anos, vocês aparecem.

Há alguns meses atrás lia nos blogs de alguns colunistas de jornais de grande circulação nacional e mundial, (pois via e lia na internet), falas e opiniões duras e provocativas de seus leitores sobre o direito a memória. Muitos contrários a abertura da Comissão da Verdade. Ato realizado por parte dos países que praticaram torturas contra seus cidadãos. Como estou em um países com bases democráticas e vejo como um grande avanço a Comissão da Verdade trago comigo alguns livros e filmes para ampliar nosso olhar e nossa compressão, sobre o que aconteceu nesse período tão sofrido para muitos brasileiros.

Arquivos secretos da ditadura.

ANOS REBELDES

Gilberto Braga lançou o livro Anos Rebeldes, que fala sobre os momentos da ditadura militar do Brasil, protagonizado por Malu Madder, Cassio Cabus Mendes e Claudia Abreu que marcou uma das cenas mais fortes do último capitulo da minissérie a morte da esquerdista Heloisa, a obra também relata na época sobre no ano em que o Brasil estava atento sobre o impeachment de Fernando Collor, a obra de Gilberto Braga esta nas livrarias.

Anos Rebeldes

PRA FRENTE BRASIL

 Em 1970 o Brasil inteiro torce e vibra com a seleção de futebol no México, enquanto prisioneiros políticos são torturados nos porões da ditadura militar e inocentes são vítimas desta violência. Todos estes acontecimentos são vistos pela ótica de uma família quando um dos seus integrantes, um pacato trabalhador da classe média, é confundido com um ativista político e “desaparece”.

Pra frente Brasil.

Gênero: Drama

Tempo de Duração: 104 minutos

Ano de Lançamento: 1982

Site Oficial: http://www.imdb.com/title/tt0084529/

Direção: Roberto Farias

 

A VIDA QUER É CORAGEM

Ricardo Batista Amaral é jornalista. Neste livro, ele conta a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta da República do Brasil. Nas primeiras páginas da referida obra, percebemos que “Coragem” é uma virtude que sustenta a vida.

– A vida não é fácil. Nunca foi (p.12).

Vítima das torturas na Ditadura Militar, Dilma descobriu que não é fácil viver.

Quem passou pela violência do pau de arara, pelas máquinas de choques elétricos, pela agonia incerta de resistir à tortura sabe que a vida não é fácil. Nunca foi. Mas havia outra dimensão na notícia que ela compartilhava com a pequena família: a dimensão da política. Por mais seguro e otimista que fosse o prognóstico dos médicos, câncer era uma palavra maldita quando pronunciada em público, especialmente se relacionada a um candidato presidencial (p.17).

A vida quer é coragem

PEDRO E OS LOBOS

O livro Pedro e os lobos leva em paralelo duas histórias. A primeira é a saga do ex-sargento da Força Pública paulista Pedro Lobo de Oliveira, onde se vê a ascensão e queda dos grupos armados que enfrentaram a ditadura militar durante os Anos de Chumbo no Brasil. Estão ali, além do capitão Carlos Lamarca, Leonel Brizola, Carlos Marighella, Mário Alves, o líder do PC do B João Amazonas e mais uma gama de abnegados guerrilheiros que, com ações arrojadas, ousaram desafiar a ordem imposta pelos generais. Ao mesmo tempo corre a agitação da grande política da época, desde a renúncia do presidente Jânio Quadros, a questão da posse de João Goulart e as principais características de cada um dos governos militares que marcaram o período.

Pedro e os Lobos

Resistência da Mulher À Ditadura Militar No Brasil

Ao Trabalhar com a construção do Sujeito Politico “mulher Subversiva”, Ana Maria Colling procurou recuperar o silêncio do domínio privado e das paredes domésticas e, ao mesmo tempo, revisar essa concepção da História contada pela metade.

A resistência da mulher à ditadura militar no Brasil

“ BRASIL NUNCA MAIS”

Documentos e microfilmes do período da ditadura militar (1964-1985) que estavam no exterior.

O material que retorna ao país faz parte do projeto “Brasil: Nunca Mais” e integrará o acervo do “Brasil Nunca Mais Digital”. A ideia é disponibilizar informações referentes ao regime ditatorial para consultas na internet. Os documentos e microfilmes que revelam as violações aos direitos humanos durante a ditadura militar foram enviados aos Estados Unidos por receio de que fossem descobertos e destruídos por agentes repressores.

O projeto “Brasil: Nunca Mais” começou durante a ditadura militar brasileira, quando religiosos e advogados iniciaram uma busca por informações de violações aos direitos humanos realizados por agentes do Estado. Informações do site “Armazém Memória” revelam que, entre 1979 e 1985, cerca de 30 pessoas copiaram e estudaram, de forma clandestina, 707 processos que estavam no Superior Tribunal Militar. A ação foi conseguida com o apoio de Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, e de Jaime Wright, reverendo da Igreja Presbiteriana.

O receio de que o material fosse apreendido pelos repressores levaram o grupo a microfilmar os documentos e enviá-los a outros países. A tarefa resultou em um relatório de 12 volumes sobre as informações dos processos judiciais, também chamado de “Projeto A”, e na publicação do livro “Brasil: Nunca Mais” (Projeto B).

A proposta também era tornar públicas as informações. Para isso, a documentação do projeto foi doada à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ficou responsável por disponibilizar os documentos para consultas e reproduções. Ao verificar que parte do material estava danificada pela ação do tempo, o Ministério Público Federal, juntamente com o Armazém da Memória, sentiu a necessidade de digitalizar as cópias dos documentos.

Centro de Referência Virtual Brasil Nunca Mais

Atualmente, o Armazém da Memória disponibiliza, em seu Centro de Referência Virtual Brasil Nunca Mais, alguns documentos, vídeos e livros sobre o período da ditadura militar brasileira. Já estão digitalizados: os 12 volumes do “Projeto A” do Brasil Nunca Mais; 80% das fontes citadas no Relatório; o processo do “Caso Riocentro”; o relatório das torturas de Inês Etienne; e documentos do Acervo da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo.

Com informações de Armazém da Memória, PRR-3 e CMI

BRASIL NUNCA MAIS

O dialógo é a violência

Este livro sobre 1968 no Brasil tem com eixo de análise o movimento estudantil. Sua originalidade e sua consequente contribuição para os estudos sobre esse momento de inflexão na sociedade brasileira podem ser destacadas a partir de alguns traços que o distinguem. A construção detalhada e rigorosa de quatro momentos do ano de 1968 no Brasil é redigida com base em uma questão central, a violência, que se constitui na linha interpretativa do trabalho. Focalizando o jogo político entre o movimento estudantil e a ditadura militar, faz incidir aí um outro “ator”, a imprensa da época, até então inexplorado nesse registro de análise, nos estudos já existentes. Outro traço a ser destacado é o da estratégia narrativa utilizada para a construção do texto. A linha interpretativa centrada na questão da violência vai emergindo ao longo dos quatro momentos de um relato em que a posição temporal do narrador coincide com a do tempo histórico de 68. A estratégia do discurso faz com que os quatro momentos sejam narrados em uma posição de relativa ignorância do desfecho, embora este seja antecipado na Introdução da obra. A questão da violência, cuja percepção hoje é mais evidente, pode ser então contrastada com o relativo desconhecimento dos diversos sentidos de ação em confronto, cujas consequências tinham um certo grau de imprevisibilidade.

O diálogo é a violência

Maria Ribeiro do Valle

1968: O diálogo é a violência – Movimento estudantil e ditadura militar no Brasil

editora: UNICAMP

assunto: História, Política

 

REPRESSÃO E RESISTÊNCIA

Pesquisadora da USP sistematiza lista de obras de ficção censuradas pela última ditadura e analisa casos específicos. Conclusões estão no livro Repressão e resistência: Censura a livros na ditadura militarLiteratura censurada pela ditadura é tema de estudo

Agência FAPESP – Entre 1970 e 1988, durante a última ditadura militar no Brasil, mais de 140 livros nacionais chegaram a sofrer censura prévia.

A partir do estudo dos atos censórios do Departamento de Censura e Diversões Públicas (DCDP), uma pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) sistematizou pela primeira vez uma listagem das obras de ficção censuradas, além de identificar e analisar, a partir de alguns casos particulares, os mecanismos de censura utilizados.

Os resultados do estudo estão sintetizados no livro Repressão e resistência: Censura a livros na ditadura militar, de Sandra Reimão, professora da Escola de Artes e Ciências Humanas (EACH) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.

REPRESSÃO E RESISTÊNCIA

A DITADURA MILITAR NO BRASIL

O livro “A Ditadura Militar no Brasil: repressão e pretensão de legitimidade-1964-1984”, da autoria de Maria José de Rezende, docente do Departamento de Ciências Sociais da UEL, demonstra, entre outros aspectos, que “a análise das diversas estratégias (econômica, política, militar e psicossocial) do regime militar revelavam o quanto era ditatorial o seu projeto de sociedade”.

Destaca ainda que a pretensão de legitimidade não é pertinente apenas aos regimes democráticos, mas que as ditaduras buscam ganhar o reconhecimento dos diversos segmentos sociais. Portanto, de acordo com a autora, mesmo não existindo qualquer sinal de legitimidade no regime militar, não se pode afirmar que este não se preocupava em buscar formas de aceitação para seu projeto de sociedade. Isto é, a ditadura empenhou-se em construir estratégias nas diversas esferas da vida social, visando alcançar aprovação para sua proposta de construção, organização e condução de uma determinada ordem social.

“A Ditadura Militar no Brasil: repressão e pretensão de legitimidade-1964-1984”, da autoria de Maria José de Rezende,

 O Regime Militar No Brasil – (1964-1985)

Ler sobre o período militar é decisivo aos alunos dos ensinos fundamental e médio ao possibilitar a discussão e a reflexão sobre as práticas dos regimes autoritários. Muito mais que informação, o estudo do período de 1964 a 1985 levanta questões cruciais à formação da cidadania, ao valor da democracia e de seu exercício, bandeiras tão caras aos dias de hoje.

O regime militar no Brasil- Carlos Fico

CRIMES DA DITADURA MILITAR

Quase 30 anos após a abertura política do Brasil, o País e principalmente as vítimas e seus familiares se ressentem com os crimes cometidos pelo Regime Militar. Com o intuito de trazer a questão de volta à discussão popular e apoiada pela recente condenação do Brasil na Corte Interamericana para investigar, julgar e punir os autores dos crimes, o presidente da Rede de Ensino LFG e jurista, Luiz Flávio Gomes e especialistas renomados em parceria com a Editora RT promoveram no Auditório Brasil do Edifício Parque Avenida (Avenida Paulista 1776, Trianon – SP), sede do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes (IPC-LFG), em São Paulo. O encontro reunirá autores para falarem sobre o lançamento do livro “Crimes da Ditadura Militar: uma análise à luz da jurisprudência atual da Corte Interamericana de Direitos Humanos” e o Regime Militar. Segundo os autores… “Temos um compromisso com as vítimas desse regime autoritário que se apropriou do País por mais de 20 anos. Acreditamos nisso e por essa razão, no lançamento do livro, resolvemos promover gratuitamente uma Jornada, para aproximar e suscitar o debate entre os autores, especialistas convidados, representantes de organizações da sociedade civil, familiares das vítimas, estudantes, cidadão, todos, desta discussão que faz parte da história recente de nosso País. Se queremos crescer enquanto Nação e aprimorarmos a nossa jovem democracia, não podemos varrer casos como estes para debaixo do tapete”, explica o jurista Luiz Flávio Gomes.

“Crimes da Ditadura Militar: uma análise à luz da jurisprudência atual da Corte Interamericana de Direitos Humanos”

Batismo de Sangue 

Um dos mais tocantes e importantes relatos sobre os horrores da ditadura militar, Batismo de sangue chega à sua 14ª edição acrescido de informações novas e relevantes. Frei Betto, o autor deste documento histórico, compartilha suas descobertas recentes sobre as circunstâncias da morte de Carlos Marighella, líder da Ação Libertadora Nacional (ALN) assassinado em 1969. Fica ainda mais forte a tese de que aquele crime fora planejado de modo a não apenas eliminar o maior inimigo do regime militar, mas também jogar a esquerda contra os frades dominicanos, enfraquecendo a oposição à ditadura. Do dia para a noite, os religiosos passaram de colaboradores da guerrilha a traidores, graças a uma farsa muito bem tecida pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops). É o que diz Frei Betto nesta que ele atesta ser a versão definitiva de sua obra, vencedora do Prêmio Jabuti de melhor livro de memórias de 1982.

 Um dos eixos mais fascinantes de Batismo de sangue é a história de como os frades da Ordem dos Dominicanos davam apoio logístico à ALN. Numa época em que marxismo era também sinônimo de ateísmo, a população não poderia sequer sonhar com a hipótese de que os inimigos do regime encontravam apoio naqueles insuspeitos religiosos católicos. Pois os frades escondiam guerrilheiros, facilitavam sua fuga para fora do país, cuidavam dos feridos, guardavam suas armas e material considerado subversivo, e ainda faziam o levantamento de potenciais áreas para a guerrilha rural. Como conciliar fé cristã com ação política revolucionária? Esta é uma das questões que Frei Betto elucida neste livro.

Batismo de Sangue

Frei Ivo e Frei Fernando, frades que colaboravam com a ALN, foram presos, torturados, demonizados como terroristas e, por fim, usados pelo Deops para fazer com que toda a sociedade se voltasse contra os dominicanos – enquanto a direita e a população ficavam estarrecidas com a participação dos religiosos na luta contra a ditadura.

 Também colabora para a importância de Batismo de sangue a denúncia dos métodos de tortura utilizados pela polícia naquela época. Frei Fernando e Frei Ivo, por exemplo, foram terrivelmente torturados até dizer o que o Deops já sabia: como chegar a Marighella. Mas o caso de Frei Tito talvez seja o mais impressionante, triste e revoltante. Diversas vezes torturado até o limite de suas forças, o frade conseguiu se manter calado mesmo sob a notória crueldade do delegado Sérgio Paranhos Fleury. Seus torturadores – inclusive militares do II Exército, em São Paulo – não o mataram nem conseguiram fazê-lo falar, mas o enlouqueceram: Frei Tito cometeu suicídio no exílio, em 1974.

Em 2007, Batismo de sangue chegou aos cinemas num filme homônimo dirigido por Helvécio Ratton, tendo o ator Daniel de Oliveira no papel de Frei Betto.

O filme Batismo de Sangue

 Memórias de uma guerra suja

O livro Memórias de uma Guerra suja, de Rogério Medeiros e Marcello Netto será, sem dúvida, uma das referências importantes para guarnecer a Comissão da Verdade. A farsa cai por terra, a partir da ampla divulgação de documentos disponíveis nos arquivos e de reportagens como esta, do livro reportagem, que entra para a história do país. Memórias do ex-delegado Guerra.

Memórias de uma guerra suja

Desmond Tutu fala  a sua experiência de liderança da Comissão Verdade e Reconciliação na África do SuL.

Desmond Tutu

Desmond Tutu fala sobre a sua experiência de liderança da Comissão Verdade  e Reconciliação na África do Sul, na qual o país encontrou um caminho para começar a sarar as feridas deixadas pelo apartheid. O perdão é a chave para superar as situações mais dolorosas e injustas. O ódio gera ódio, a vingança gera vingança. Arrependimento, confissão e perdão conduzem à paz. Legendado em Português para uso da Academia Ubuntu.


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Somos protagonistas da nossa história.”Comissão da verdade” é um fato histórico na história do Brasil.

A COMISSÃO DA VERDADE CONCRETIZA A MATURIDADE, E A RESPONSABILIDADE POLÍTICA E SOCIAL DESSE PAÍS. GARANTINDO O DIREITO QUE O POVO BRASILEIRO TEM EM RECONHECER E CONHECER SUA HISTÓRIA.

 

 

A esperança jamais morrerá. ♫… Esse país ainda há de cumprir seu ideal… ♫

 

INTEGRANTES DA COMISSÃO DA VERDADE

 

Paulo Sérgio Pinheiro

Paulo Sérgio Pinheiro

O diplomata Paulo Sérgio Pinheiro é presidente da Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU para a Síria, pesquisador do Núcleo de Estudos das Violências da USP e foi secretário de Direitos Humanos do governo Fernando Henrique Cardoso.

Maria Rita Kehl

A psicanalista e ensaísta Maria Rita Kehl é autora de “O Tempo e o Cão”, vencedor do Prêmio Jabuti de não ficção de 2010. Durante a ditadura militar (1964-1985), foi editora do “Jornal Movimento”, um dos mais importantes nomes da imprensa alternativa da época, e sempre esteve ligada a setores esquerdistas da sociedade.

José Carlos Dias

O advogado José Carlos Dias presidiu a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, foi secretário da Justiça de São Paulo de Franco Montoro (1983-1987) e foi ministro da Justiça entre 1999 e 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, Dias defendeu que os dois lados de violações dos direitos humanos sejam analisados pela Comissão — tanto o dos militares quanto os das guerrilhas de esquerda.

Cláudio Fonteles

Cláudio Fonteles foi procurador-geral da República de 2003 a 2005, durante o governo Lula. Além disso, foi professor de direito na UnB e na Escola Superior de Magistratura. Aposentou-se da Procuradoria em 2008.

Gilson Dipp

Gilson Dipp presidiu o TRF da 4ª Região e desde 1998 é ministro do Superior Tribunal de Justiça. Foi também corregedor do Conselho Nacional de Justiça e atualmente é ministro substituto do Tribunal Superior Eleitora.

José Paulo Cavalcanti Filho

O jurista José Paulo Cavalcanti Filho é consultor da Unesco e do Banco Mundial e ocupa a cadeira 27 da Academia Pernambucana de Letras. Foi secretário-geral do Ministério da Justiça no governo Sarney e respondeu interinamente pela pasta.

Rosa Maria Cardoso da Cunha

A advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha defendeu Dilma quando a presidente foi presa durante a ditadura militar (1964-1985). É doutora em ciência política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e professora universitária. Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, Rosa Maria afirmou que a Comissão da Verdade foi criada para investigar os crimes de agentes de Estado que atuaram na repressão aos opositores da ditadura militar. A declaração veio um dia após José Carlos Dias afirmar que os dois lados de violações dos direitos humanos devem ser analisados — tanto o dos militares quanto os da guerrilhas de esquerda.

Henfil

O mundo acompanha o que pretende ser a comissão da verdade.

A Comissão Nacional da Verdade é um grupo formado por sete integrantes que irá “examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos” praticadas entre 1946 e 1988 e redigir um relatório oficial, em um período de dois anos. Entre os objetivos estabelecidos na lei que cria a comissão está o de “identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionadas à prática de violações de direitos humanos (…) e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade”. O foco inicial deve ser os desaparecimentos políticos e eventos da ditadura militar (1964-1985)

Pretende-se tornar público os fatos ocorridos no período da ditadura militar.

Para levar adiante os trabalhos, a comissão poderá acessar qualquer documento oficial, convocar pessoas para depoimentos, determinar perícias e diligências e promover audiências públicas e parcerias com entidades para o intercâmbio de informações. Por outro lado, a Comissão não tem poder para condenar ninguém; ela apenas fará um relatório sobre as circunstâncias das violações e apontará os nomes dos responsáveis.

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