Consolidação da Democracia

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Fomentar uma manifestação que estimula o ódio, a intolerância a intransigência e ao desrespeito aos direitos humanos e a democracia. Fere profundamente o direito à liberdade de expressão. É profundamente lamentável. Os meios de comunicação responsáveis por divulgar e ampliar as possibilidades de ações que proponham um melhor momentos político, econômico e social, no país fizeram propagandas que diziam claramente vamos cobrar e mais nada. Agiram mais uma vez como crianças zangadas ”donas da bola” que revoltadas por perder o jogo saem chutando todos, agarrados, na bola e ficam curtindo o dia da desforra. Lamentável! Os meios de comunicação esqueceram, de pontuar, a luta histórica em defesa das liberdades de expressão de todos os brasileiros, todos.

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Desrespeitar os processos históricos é um não serviço que os meios de comunicação prática com a população. Enfrentar a instabilidade econômica através de uma prática infantil, “como eu não ganhei agora vou perturbar até você ficar irritado.” É prática mais uma vez lamentável próprio de quem não quer ver a sociedade brasileira crescer em todos os sentidos. Nesta semana foi possível observar nos meios de comunicação um convite( para o amigo também zangado)” vamos revidar”…não sabendo nem mesmo “o que.”

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As mídias precisam cada vez mais rever sua concessão e assumir seu papel de prestadoras de serviço, pois são, concessão pública ( privilégio concedido pelo Estado a uma empresa ou indivíduo para que explore um serviço de utilidade pública ou naturais recursos) e não formadoras de opinião, para este ou aquele grupo econômico. Sabemos que em países mais organizados social e economicamente, quando tendo diferentes interlocutores de um mesmo tema o espectador começa a criar seu pensamento sobre todas as coisas. Penso que é preciso rever esta concessão pública com urgência a mesma que cabe fazer a reforma política. Estamos vivendo em um tempo, em que por diferentes redes sociais as manifestações acontecem com rapidez. Precisamos aprender a conviver com isso.

A  Democracia brasileira completa 30 anos. Estamos vivendo o reflexo da tão duramente conquistada democracia. É preciso aprender a conviver com o reflexo da democracia. Não cabe pedir retrocesso.

A Democracia esta convivendo com a força das instituições e seus avanços. As “crianças zangadas”

 precisam compreender este fato. Vivemos em momentos de redes sociais. Elas contribuem e muito, nas nossas ações, sabemos disso. Porém vivemos na começo da maturidade da democracia E portanto a satisfação sobre todas as coisas não pôde ser apenas “nossa” e também de” nosoutros”. De preferência tal e qual. Vemos insatisfação. Sim, isso é fato.

Então pergunto… se…a política assim como está não serve…o que por no lugar.

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As expressões “fora”, “basta”, “chega estou cansado”! Apresenta uma carga profundamente negativa, que cabe reflexão.

Sinto me acolhida neste momento de instabilidade política e econômica quando vejo falas de estudiosos que acreditam, em um pacto social necessário que amplia e consolida avanços e diálogos necessários para que a vida do pais e nossa tenha avanços. Este pacto para o avanço democrático, assim como em qualquer relação será demorado, terá sacrifícios, defeitos e qualidades, precisamos saber que não seremos contemplados em sua totalidade, mas é necessário construí-lo. Existe espaço político e social para construção. É preciso paciência ação e reflexão para se adequar e consolidar a democracia. A “criança zangada” perde espaço e preciso crescer para conviver na democracia precisa ver por exemplo que no dia 13/03/2015 seus amigos que pensam uma sociedade mais justa e igualitária também fizeram manifestações, em defesa de melhoras para o nosso país como um todo. Não cabe dizer “fora MST”  sabendo que, a Reforma Agrária ainda não foi realizada em nosso país. Temos muito o que construir. Ver também que a imprensa internacional observa que nas manifestações do dia 15/03/2015 a maioria dos manifestantes eram brancos de classe média. O que será que fez a imprensa observar este fato?

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Por alguma razão a polícia da Capital, de São Paulo aumento o número de manifestantes, na Av. Paulista. quatro vezes a mais do que o número apontado pelos organizadores, pelo metro e por um órgão de estatísticas. As escolhas das notícias que são transmitidas nunca são livres de estética, ética e política.

É ISTO!

É… É preciso consolidar a democracia. Processo difícil, doloroso, mas necessário.

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Sistema educacional ou manutenção do capitalismo selvagem? Professores ou reprodutores do sistema capitalista?

Bom dia amigos. Trago comigo um olhar especial sobre a importância dos profissionais da Educação do nosso país.

Sabemos que o sistema capitalista o qual nosso país é submetido mantem com todas suas forças a repetição da dominação dos ricos sobre os pobres. Pensando sobre a Educação do Brasil encontramos inúmeros desencontros que impedem a evolução, emancipação, transformação da sociedade brasileira. Investir em Educação pressupõe um novo olhar para a distribuição de renda, pressupõe olhar a educação como um fator de inclusão social verdadeiro.

O começo de tudo, isto é rever o olhar conservador, arrogante, prepotente, exibicionista de ego que é próprio de uma reprodução do sistema capitalista que a universidade brasileira apresenta até os dias de hoje. Uma universidade orientada por um pensamento  conservador e dominador dificulta e muito a melhora do sistema de ensino nacional. Aqui já contamos com exemplos de escola com olhar diferenciado como a Escola Florestan Fernandes do MST. 

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Creio que para este processo ganhar concretude é necessário que economia seja acompanhada com a educação. Para isto é fundamental que as pessoas que atuam nas  esferas publicas  seja comprometidas com projetos políticos verdadeiramente comprometidos com a emancipação do cidadão brasileiro. É preciso um governo com um novo olhar, um olhar voltado para a era de direitos de todos. É preciso realizar a verdadeira inclusão social/real. Este processo provocará muitas mudanças e considerações sobre a sociedade como um todo.

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Muita pratica pedagógica precisa ser revista, muita pratica preconceituosa necessita ser superada, muitas posturas dominadoras e corruptas precisarão ser suprimidas de todo o sistema de ensino. Um grande desafio deverá ser lançado, para toda a sociedade refletir sobre sua condição, no processo educacional que sempre envolverá o estado, a família e o sistema de ensino. Esperamos sem desesperança que Oxalá isto aconteça.

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Muitos educadores visionários, comprometidos, solidários, politizados, responsáveis, dignos, sábios, capazes que atuam, na Educação brasileira ontem, hoje e sempre estão plantando sementes para o futuro. Espero que a esperança que fortalece a nossa coragem em lutar por uma educação verdadeiramente emancipadora nunca nos abandone. Que seja sempre um prazer verdadeiro agradecer e felicitar nossos professores por tudo que eles nos ajudaram na construção de nossas histórias pessoais e sociais. Um novo sistema educação para uma nova nação brasileira. Os amigos da rede trazem interessantes contribuições para esta reflexão. L.F.R.

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 Resultado de “Países que Investiram na Educação” Por Adilson Motta, 08/2010 Espanha:

 

* O país mais educado da Europa; • Em pouco mais de 30 anos, passou de uma ditadura de costumes atrasados para um país moderno e de economia forte.; • A Espanha tem proporcionalmente o maior número de universitários do continente; • Não existem analfabetos entre crianças e adolescentes; • Apenas 5% dos estudantes chegavam à universidade. Hoje 80% dos jovens até 25 anos estudam; “O progresso da economia foi acompanhado do progresso da educação. Aqui se decidiu que a escola fosse um fator de inclusão social”, explica Gerardo Castaneda, secretário-geral da TV Ibero Americana. Chile • 1990 – fim do regime militar. * O investimento em educação promoveu o desenvolvimento do país nos últimos tempos. * Em 15 anos o investimento em educação triplicou; os professores tiveram os maiores aumento do setor público: 140% acima da inflação. • O ensino superior não é gratuito. Mas existem bolsas, créditos educativos. * O número de universitários triplicou: são 27% dos jovens Chilenos. O triplo do número brasileiro. 90% dos estudantes têm acesso á computador e 80% à internet. Irlanda*Os irlandeses sempre estiveram na periferia da Europa. Em termos geográficos e também econômicos. Um dos países mais pobres do continente, desde o século 19, seus habitantes sempre que podiam imigravam. • Bryan Norton é o presidente do Instituto de Tecnologia de Dublin, uma organização com 39 prédios na cidade oferecendo todo tipo de curso. Ele diz que o governo irlandês decidiu que a prioridade seria gastar dinheiro preparando as pessoas para carreiras profissionais de alta qualificação.

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Na década de 60, diz ele, apenas 10% dos jovens chegavam à universidade. Hoje, esse número chega a quase 60%. O investimento em educação rendeu uma revolução no padrão de vida dos irlandeses. Eles hoje são mais ricos do que seus vizinhos, os britânicos, que os tratavam com desprezo. E a previsão é que em dois anos superem a renda per capta dos americanos. Coréia do Sul • Nos anos 50, o país estava destruído por uma guerra civil que dividiu a Coréia ao meio, deixou um milhão de mortos e a maior parte da população na miséria. Um em cada 3 coreanos eram analfabetos. -Hoje, oito em cada dez chegam à universidade, ou seja, 82% dos jovens estão na faculdade e o país se tornou um dos maiores exportadores de tecnologia do mundo. • Bons alunos têm bolsas de estudos e o governo incentiva pesquisas estratégicas. • O ensino superior é gratuito. • “O segredo é a família, com pais comprometidos os alunos ficam motivados e os professores entusiasmados”, fala uma professora. • ” A educação é voltada para a economia” (Diretor do Ministério da Educação e Recursos Humanos). • A maioria dos professores tem mestrado. • O karaokê é só um dos recursos educativos. Na sala de aula tem tudo que é preciso para educar com motivação. • Os professores precisam ter curso superior e são atualizados e avaliados a cada dois anos. Se o aluno não aprende, o professor é reprovado. • Salário de professor: equivalente a 6 mil dólares por mês. 

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Com apoio financeiro e profissionais de gabarito, a Coréia em poucos anos deixou de ser uma exportadora de tecidos e sapatos para se tornar um grande produtor global de automóveis, eletroeletrônicos e equipamentos de alta tecnologia. • Ao final de cada nível o aluno passa por um exame. • Hoje, 90% das exportações do país são provenientes das empresas que lá chegaram atraídas pelo alto grau de instrução da população.

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No Brasil, apenas 18% dos jovens chegam às faculdades. Fonte: : Jornal Nacional 10 a 13/10/2005 Outro ponto relevante a destacar é que hoje, nos países que alcançaram um maior desenvolvimento social e reduziram as desigualdades têm uma sociedade civil atuante, que é crítica às más políticas e propõe alternativas para seus governos. Frente a conjuntura de problemas numa escala global, a ONU, Organização das Nações Unidas, em mais uma de suas iniciativas de cooperação internacional em busca de fomentar o desenvolvimento sustentável, no ano 2000, propôs as “8 Metas do Milênio”.

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O acordo foi aprovado por 191 países membros, em Nova York, na maior reunião de dirigentes mundiais de todos os tempos. Estiveram presentes Chefes de Estado e de Governo, inclusive do Brasil, que se comprometeram a cumprir os oito objetivos, que seguem abaixo, até 2015: v Acabar com a fome e a miséria v Educação básica e de qualidade para todos v Igualdade entre sexos e valorização da mulher v Reduzir a mortalidade infantil v Melhorar a saúde das gestantes v Combater a AIDS, a malária e outras doenças v Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente v Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento

Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/resultado-de-paises-que-investiram-na-educacao/80572/#ixzz2hHPmw67c

 

   No Brasil, o dia do professor é comemorado em 15 de outubro.

 

 E nesse dia, além das homenagens, muitos alunos presenteiam seus mestres com todo tipo de lembranças. De flores a livros ou bijuterias. Mas antigamente, a tradição, ainda presente em várias histórias que ouvimos hoje, era dar uma maçã para os professores numa época em que nem existia o dia do professor. O que poucos sabem é de onde veio e quando surgiu essa tradição. Você já parou para pensar por que maçãs e não frutas do conde?

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Por hora, esqueçamos das maçãs: e vamos falar sobre a escolha do dia 15 de outubro para homenagear os professores?

Tudo começou em 15 de outubro de 1827, quando o então imperador D. Pedro I baixou um decreto criando o Ensino Elementar no Brasil. Tal decreto estabelecia uma infinidade de aspectos relacionados à educação brasileira – desde a descentralização do ensino e as matérias básicas a serem lecionadas, até o salário e o regime de contratação dos professores. Estabelecia, ainda, que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”.

Contudo, foi só em 1947, 120 anos depois do referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração dedicada aos professores. Foi na cidade de São Paulo, em uma escola que situada à Rua Augusta, número 1520, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, o “Caetaninho”. Levando em conta o longo período letivo do segundo semestre, um grupo de professores teve a idéia de organizar um dia de descanso, para “recarregar a bateria” dos alunos e professores. Um dos professores do grupo, Salomão Becker, sugeriu que no dia 15 de outubro, além do breque, fosse comemorado o dia do professor.

A idéia pegou e, aos poucos, foi-se espalhando para outros colégios, cidades, Estados…. enfim, foi oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. A comemoração estava definitivamente enraizada na cultura brasileira.

 

No resto do mundo

A data para as homenagens ao professor varia de país para país, assim como a forma de homenageá-los. No Vietnã, por exemplo, agracia-se docentes com flores, enquanto na Coréia do Sul, os alunos os presenteiam com cravos.

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), por exemplo, escolheu o dia 5 de outubro. Mas, de maneira geral, os países procuram vinculá-la com alguma passagem ou algum personagem de sua história. Veja abaixo quando os professores são homenageados em alguns países:

  • Estados Unidos – na terça-feira da primeira semana completa de Maio.
  • Tailândia – 16 de Janeiro
  • Índia – 5 de Setembro
  • China – 10 de Setembro
  • México – 15 de Maio
  • Argentina – 11 de Setembro
  • Chile – 16 de Outubro
  • Uruguai – 22 de setembro
  • Paraguai – 30 de Abril

 

E as maçãs?

Agora que você descobriu o porquê do dia 15 de outubro, vamos voltar às frutas do conde… digo, maçãs.

Afinal, por que maçãs? Não teria sido mais legítimo optar por uma fruta tipicamente brasileira, como a jabuticaba ou o araticum-cagão?

Parece que não se cansam da famigerada maçã. Ela está presente no Pecado Original, do Velho Testamento; sobre a cabeça do filho do suiço Willian Tell, servindo como mira para sua flechada; foi o estalo que faltava para Sir Isaac Newton compreender a lei da gravitação universal etc etc etc…. São dezenas de histórias e lá está ela: a incontestável maçã.

No caso dos professores não foi diferente. Acredita-se que a tradição surgiuentre os séculos 16 e 18, época em que os mestres eram muito mal pagos (a reclamação, vale lembrar, persiste até hoje em países como o Brasil). A compensação vinha dos familiares dos alunos, que ofereciam-lhes alimentos ou refeições. É bem provável que a tradição tenha surgido na Europa, já que a maçã era um produto extremamente comum. Na época, era freqüente que os professores recebessem cestos cheios da fruta.

 

Publicado no D.O.U. de 14/10/1963

DECRETO No 52.682, DE 14 DE OUTUBRO DE 1963.

  


Declara feriado escolar o dia do professor. 

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL, usando das atribuições que lhe confere o item I do artigo 87 da Constituição Federal, 

DECRETA: 

Art. 1º O dia 15 de outubro, dedicado ao Professor fica declarado feriado escolar. 

Art. 2º O Ministro da Educação e Cultura, através de seus órgãos competentes, promoverá anualmente concursos alusivos à data e à pessoa do professor. 

Art. 3º Para comemorar condignamente o dia do professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias. 

Art. 4º Êste Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 

Brasília, 14 de outubro de 1963; 142º da Independência do Brasil; 75º da República. 

JOÃO GOULART 
Paulo de Tarso 

Este texto não substitui o publicado no DOU. de 15.10.1963 e retificado no DOU de 22.10.1963

   

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  VALORES

Investir em educação é sinônimo de desenvolvimento

Os brasileiros estão entre os 10 povos mais ricos do mundo, mas essa posição cai para 75ª no IDH, que avalia a riqueza, educação e longevidade

Por Isabelle Figueirôa

   

Países que estão no topo da educação mundial também são destaques no desenvolvimento humano, de riqueza e de compartilhamento desses bens. É o caso da Finlândia, que ocupa 34ª posição no PIB (Produto Interno Bruto) global e o 12º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – que avalia a riqueza, educação e longevidade. Quando essa riqueza é dividida entre a população, o país sobe para a 11ª colocação no ranking mundial. A realidade do Brasil, porém, é bem diferente do país europeu. Os brasileiros estão entre os dez povos mais ricos do mundo segundo o Fundo Monetário Internacional baseado no PIB 2009, mas essa posição cai para 70ª quando a riqueza é compartilhada entre os habitantes (PIB Per Capta) e, no IDH, o País ocupa somente o 75º lugar.

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LEIA MAIS:

– “O aluno não tem culpa se alguém paga mal ao professor”

“Não obstante o Brasil ter uma riqueza global enorme tem, por outro lado, uma má distribuição de renda que é reflexo da educação de baixa qualidade e da falta de acesso à escola”, observa o presidente do programa Todos Pela Educação, Mozart Neves. Para ele, a educação cumpre um papel fundamental e estratégico em tornar a riqueza de uma nação mais compartilhada.

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A relação direta entre avanços da economia e educação é confirmada pelos resultados do Pisa (sigla, em inglês, para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que testa o desempenho dos países na educação. Na última avaliação em 2006, a Finlândia ocupou o segundo lugar tanto nas avaliações de matemática quanto nas de leitura aplicadas entre alunos de 15 anos em 57 países que participam do programa. Já o Brasil ficou em 54º em matemática e 49º em leitura.

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Os números comprovam que investir em educação é condição básica para uma sociedade mais justa, mais igualitária e desenvolvida. Estudo do Todos Pela Educação mostra que, quando uma pessoa tem um ano a mais de estudos no Brasil, o impacto na renda é de 15%. Se ela possui o ensino superior completo e cursa um ano de pós-graduação, o salto é de 47%. Mas se tiver apenas o ensino fundamental I, um ano a mais de estudo representa um impacto de somente 6% na renda.

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PERNAMBUCO – O que acontece no Brasil ocorre também no Estado de Pernambuco, a décima maior economia nacional, com um PIB apresentando crescimento de quatro pontos percentuais acima da riqueza do território brasileiro segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números da economia são positivos, mas, quando os olhares se voltam para a educação, o crescimento é tímido.

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No IDH, a posição de Pernambuco comparada aos 26 estados mais o Distrito Federal cai para 23ª. Dados do Pnad/IBGE 2007 mostram que, apesar de 90% da população em idade escolar de 4 a 17 anos estar matriculada nas escolas pernambucanas, apenas 43,1% dos jovens com 16 anos concluíram o ensino fundamental e 30,9% dos estudantes com 19 anos terminaram o ensino médio.

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 Edição 1845 de 14 a 20 de novembro de 2010

Educação é tudo

Pesquisa da Fiesp constata que o Brasil “desperdiça” 56,7 bilhões em educação por ano. Há Estados, como Pernambuco, que obtêm bons resultados. Marconi Perillo afirma que vai investir em educação, mas com o foco em resultados

Reprodução

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‘São Jeronimo’, de Tintoretto

Filho de Walther Moreira Salles, fundador do Unibanco, João Moreira Salles é mais conhecido como diretor de documentários. Mas é também um dos proprietários da revista “Piauí” e um articulista refinado. Há pouco tempo, surpreendeu ao se mostrar escandalizado com a informação de que o Brasil forma mais cineastas do que engenheiros. Nada contra o cinema, que tem sua importância como negócio e entretenimento. A questão é que nenhum país em franco processo de crescimento e rearticulação de sua política de desenvolvimento — que é inclusivo social e economicamente — repete o percurso brasileiro. Alemanha, Japão, Coréia do Sul, China, Estados Unidos (embora seja a “pátria” do cinema) e Índia formam mais engenheiros do que cineastas. A informação mostra que, no país, há algum problema (leia abaixo os dados da Fiesp sobre os prejuízos da educação) de discernimento.

 

A Coréia é um caso curioso. A área do país asiático (99.617 quilômetros quadrados) é 3,4 vezes menor do que a de Goiás (340.086 quilômetros quadrados), com uma população (48,3 milhões) semelhante à do Estado de São Paulo (41,3 milhões). Mas, com um PIB próximo da casa de 1 trilhão de dólares, a Coréia capitalista, como é chamada para diferenciá-la da dinossáurica Coréia do Norte (PIB de 40 bilhões de dólares), comunista, é uma potência extremamente competitiva. Qual é o seu principal segredo? Investimento maciço em educação, mas com foco nos resultados. O investimento em educação e em tecnologia garantiu à Coreia um lugar privilegiado na economia mundial. Os automóveis produzidos pelo país — da Hyundai e da Kia, que são do mesmo conglomerado — são valorizados pela qualidade tecnológica, durabilidade e design. Nos próximos cinco anos, a Hyundai deve se tornar, se não houver mudanças drásticas na economia, a maior indústria automobilística do mundo. Hoje, no Brasil, é o grupo do setor automobilístico que mais investe em publicidade — em jornais, revistas e televisão. Pretende-se vender e, ao mesmo tempo, consolidar a marca. Alguns de seus veículos são comparados, nas publicações especializadas, com os automóveis Mercedes e BMW, símbolos universais de qualidade. As revistas, como “Quatro Rodas”, garantem que os veículos são mesmo de qualidade. (Detalhe: o Banco Central estabeleceu os juros do país em 2%.)

 

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A China, durante a Revolução Cultural de Mao Tsé-tung, quase recuou aos tempos dos homens das cavernas, com o Estado deixando de incentivar a modernização da economia e da mentalidade. Com a ascensão de mentes mais inspiradas, como Deng Xiao Ping, que disse aos chineses “enriqueçam!”, a China recuperou-se. O investimento em educação é tão impressionante que, hoje, algumas universidades chinesas estão entre as 50 melhores do mundo. Os chineses, comunistas em política e capitalistas em economia — combinando, digamos assim, Gengis Khan e Friedrich August von Hayek —, entenderam que o investimento em educação era a única forma de arrancar do subdesenvolvimento um país com mais de 1,3 bilhão de habitantes. Pode-se falar em crescimento e desenvolvimento na China. Entretanto, se o crescimento anual chega próximo dos 10%, caindo um pouco eventualmente, o desenvolvimento nada tem a ver com o dos Estados Unidos, da Alemanha e do Japão. Ainda assim, o crescimento vertiginoso tem gerado desenvolvimento, tem incorporado grandes levas de pobres e criado várias classes médias. A base do crescimento da China é o investimento de capital em educação.

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O Brasil, como queriam os militares do pós-1964, se tornou um gigante — e, em grande parte, devido às decisões de generais como Castello Branco, Emilio Medici e Ernesto Geisel (as bases do crescimento econômico atual tem muito a ver com suas políticas e menos, possivelmente, com as bravatas de Fernando Collor) —, mas, como na China e menos na Coreia (até por ser pequena), há problemas, sobretudo na educação, que não tem sido bem equacionada pelo governo federal e por vários governos estaduais (leia sobre Pernambuco adiante). Há poucos dias, o Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou uma pesquisa cujos resultados são impressionantes.

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A pesquisa da Fiesp constata que o Brasil “desperdiça” 56,7 bilhões de reais por ano com educação. Você leu bem. O país joga tal quantia no lixo todos os anos. O valor representa 1,8% do PIB em 2009. Expliquemos melhor. O dado significa, na verdade, que o valor, embora destinado à educação, foi mal empregado e não gerou resultados satisfatórios. O jornal “O Estado de S. Paulo” publicou reportagem, baseada no estudo da Fiesp, na qual aponta que, “entre 1999 e 2008, o poder público do Brasil gastou 978 dólares anuais por estudante, resultando em uma média de 6,1 anos de estudo da população. Sete nações latino-americanas (Uruguai, Bolívia, El Salvador, Peru, Paraguai, Nicarágua e Equador) gastaram em média 7,4% a mais que o país (1.050 dólares por estudante), mas a escolaridade da população ficou 35,2% superior à brasileira. A taxa média de analfabetismo nacional foi de 11,3%, e a desses países da América Latina, de 8%. A repetência dos alunos do primário, no Brasil, atingiu 21,4% dos alunos — índice também muito superior a dos outros países latino-americanos, que tiveram 5,8% de repetência”.

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Na comparação com a China, a situação brasileira é ainda pior. “A China”, mostra o “Estadão”, “gasta o correspondente a 48,5% do gasto do Brasil, mas tem anos de escolaridade 19% superior, além de uma menor taxa de analfabetismo”. O gerente do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, Renato Corona, afirma que o setor educacional precisa trabalhar com mais eficiência. O Brasil é um dos poucos países do mundo no qual, quando se fala em eficiência e resultados, parte dos professores, talvez a maioria, começa a criticar o capitalismo. Parte dos equívocos na escola pública brasileira tem a ver com a ideologização da educação, com o fato de que professores que adotaram o discurso marxista, ainda que em geral muito mal assimilado — porque não leram nem mesmo o “Manifesto Comunista”, de Marx e Engels, um visceral elogio da burguesia e do capitalismo (claro que, no fundo, se trata de uma crítica) —, não percebem que a educação está acima de questiúnculas político-ideológicas. Países que querem crescer, e então repartir renda, têm de discutir menos ideologia e mais resultados. Não significa decretar o fim do humanismo, e sim tornar o discurso humanista mais produtivo. Ou será que, de barriga vazia, alguém pensa mesmo em humanismo?

 

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Se em Goiás as escolas estão caindo e algumas precisam ser demolidas, se a Universidade Estadual de Goiás está fragilizada, porque o comando é mais político do que educacional, se as escolas de tempo integral se tornaram creches improdutivos — nas quais a educação de qualidade continua não sendo o forte —, há exemplos positivos de outros Estados. Pensa-se, comumente, que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), neto de Miguel Arraes, foi reeleito, com quase 80% dos votos, por conta de sua aliança com Lula e do programa Bolsa Família. Não é bem assim.

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Campos pode ser socialista, mas é essencialmente pragmático. O governador investiu em gerenciamento nas escolas e não se preocupou em criar o máximo de escolas de tempo integral. Havia professores que ganhavam 300 reais por mês quando assumiu. Campos paga o piso nacional e instituiu a meritocracia. O professor recebe um bônus se há comprovação técnica de que sua sala vai realmente bem. Os professores ganharam assinatura de um jornal diário e de uma revista semanal (a escolha é dos mestres). A Philip bancou a reforma do Ginásio Pernambucano e criou métodos modernos de gestão. Campos, habilidoso, replicou a experiência no Estado.

 

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O governador eleito Marconi Perillo diz que vai investir maciçamente em educação, mas não quer jogar dinheiro fora, ou seja, está focado em resultados. Tanto que vai trabalhar com apoio dos técnicos que reorganizaram as gestões e as mentalidades dos Estados de Minas Gerais, Pernambucano, Rio de Janeiro (mudaram a segurança pública do Estado) e Espírito Santo. Aplicar bem os recursos públicos é servir ao país e aos Estados. As grandes revoluções começam com gestos pequenos. O gestor tucano está no caminho certo ao buscar exemplos positivos. A ideia é escapar à mesmice dos últimos anos. É acabar com o marasmo.

 

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