PARA ALÉM DA IMAGEM.

AS IMAGENS SÃO MEIOS DE EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO ENTRE OS HOMENS DESDE A PRÉ-HISTÓRIA.  SABEMOS QUE COMUNICAÇÃO É ALGO DIFICIL ENTRE OS POVOS DE TODOS OS TEMPOS.

O QUE DIFICULTA ESTE PROCESSO É JUSTAMENTE O FATO DE NÃO CONHECERMOS EM SUA TOTALIDADE OS MOMENTOS HISTÓRICOS E O CONTEXTO EM QUE CADA IMAGEM FOI REPRESENTADA.

QUANDO NÃO TEMOS AMPLAS REFERÊNCIAS  DOS SINAIS QUE NÓS AJUDAM A COMPRENDER AS IMAGENS, PODEMOS FAZER SUPOSIÇÕES E LEITURAS FRAGMENTADAS. DESCONSIDERAR A AUSÊNCIA DOS SINAIS QUE COLABORAM NA LEITURA MAIS JUSTA DA IMAGEM PODE LEVAR A LAMENTÁVEIS ERROS DE INTERPRETAÇÃO. untitled morgan

ESTA IMAGEM QUE TRAGO COMIGO ME FAZ PENSAR SOBRE A LEITURA QUE ELA PROVOCA. PENSO QUE NÃO É TÃO SIMPLES ASSIM, E NÃO É APENAS QUESTÃO DE SER JUSTO SOLIDÁRIO HUMANO OU DEFENSOR DA PAZ. MUITAS VARIANTES ESTÃO RELACIONADAS COM A QUESTÃO DO RECONHECIMENTO DA ESCRAVIDÃO E DO PRECONCEITO DE ETNIAS. PRINCIPALMENTE POR QUEM MANTEVE, PRODUZIU E AUMENTO SEUS GANHOS DE CAPITAL. ESTOU FALANDO SOBRE UM OLHAR QUE, FAZ DIFERENÇA SIGNIFICATIVA, NA HISTÓRIA  DOS ESCRAVISADOS QUE, ESTÁ INTIMAMENTE RELACIONADA COM PODER DE DOMINAÇÃO DO HOMEM SOBRE O HOMEM, E QUE PROVOCOU  O EMPOBRECIMENTO DE VÁRIAS NATUREZAS DE UMA NAÇÃO PRINCIPALMENTE DA USA CONDIÇÃO HUMANA.

CONSIDERO ESSENCIAL COMPREENDER OS SINAIS QUE SÃO AUSENTES NAS IMAGENS. HOJE E SEMPRE. LFR. 

Trabalhadores e trabalhadoras.Trago comigo forte e solidário abraço pela luta de todo dia. 1º DE MAIO

Ócio Criativo.

Muitos autores pensam nas questões, que envolvem o trabalho e o trabalhador.

Nos dias de hoje, nos trabalhadores por diferentes motivos e processos históricos os quais vivemos, também conseguimos perceber algumas questões que nos agride em nossas atividades de trabalho. E outras que impulsionam o desejo de justiça nesta questão tão contraditória que envolve o organismo do capital.

Historicamente muito já foi dito sobre o trabalho, e o trabalhador. Muito já foi também dito sobre o ócio, pois são fazeres que se completam. O que poderia ser interessante experimentar é prática do ócio criativo, algo que sempre existiu na história do homem, neste século poderíamos pensar em justiça, de maneira que o exercício do ócio fosse acessível a maioria das pessoas.

Não a minoria como historicamente temos em registros. Pensadores de diferentes tempos, épocas refletem sobre as questões que envolvem a sobrevivência da raça humana. Sabemos que é preciso trabalhar. Sabemos que o ócio é necessário. Como é certo e também sabemos que esta sociedade capitalista na qual estamos submersos precisa ousar e experimentar, a justiça.

Muitos de nos trabalhadores contribuem para a mudança de uma nova sociedade, onde o cidadão vive a democracia e a cidadania. Muitos primeiros de maio vão acontecer… esperamos por dias melhores. Trabalhadores forte abraço pela luta de todo dia e a alegria cotidiana que nos permite ainda apesar de tudo, ter fantasias. Trago comigo alguns olhares sobre as trajetórias, que o trabalhador passou na história do homem. por Luciadifatima.

Trago comigo um trabalho, de brasileiros belos… lindo….lindo… pessoas lindas…aprecie!

MAIO,NOSSO MAIO.

O trabalho em diferentes sociedades: O ócio na Grécia Antiga

ESCOLAS DE ATENAS

Entre os gregos o trabalho era tido como a expressão da miséria humana, portanto, desprezado. Para famosos pensadores como Aristóteles e Platão o trabalho estava ligado com o campo da necessidade, como, por exemplo, alimentar-se e cobrir-se. Tratava-se de uma nítida separação entre o mundo do “labor”, o mundo da “necessidade” e o mundo regido pela “razão”. Assim, a única atividade digna dos homens livres era o “ócio”. Neste sentido, a noção de cidadania grega estava intimamente ligada com o trabalho, ou seja, somente as pessoas que não precisassem trabalhar, ou ocupar-se das atividades ligadas ao campo da necessidade, poderiam de fato se considerar cidadãos plenos e participar da politike, isto é, dos assuntos da póleis.

DEMOCRACIA E CIDADANIA SEMPRE!

Os gregos inventaram o ideal de democracia, e o exerciam de forma plena, contudo, se podemos dizer que a democracia era plena, a cidadania não. Poucos indivíduos dentro da sociedade grega tinham o “ócio” necessário para se tornarem cidadãos plenos e decidir democraticamente os assuntos das póleis gregas. A sociedade grega era, portanto, extremamente escravista.

Interessante notar que a palavra ócio, em grego, é skole; de onde deriva a palavra escola em português, que em latim é schola e em castelhano, escuela. Quer dizer, os nomes dados aos lugares destinados à educação significavam ócio para os gregos. Assim, eles consideravam o ócio como algo a ser alcançado e desfrutado.

ÓCIO

Ócio e negócio

Para o filósofo Aristóteles, o ócio era uma condição ou estado – o estado de estar livre da necessidade de trabalhar. Ele fala também da vida ociosa em contraposição à vida de ação, entendendo por ação as atividades dirigidas para obtenção de fins materiais. Não considerava ócio a diversão ou o recreio, porque eram atividades diretamente relacionadas com descanso do trabalho; e a capacidade de viver devidamente o ócio era a base do homem livre e feliz. Para os gregos, o ócio não significava não fazer nada, mas sim dedicar-se às ideias e ao espírito, na contemplação da verdade, do bem e da beleza.

Para Aristóteles, ócio era uma condição ou estado – o estado de estar livre da necessidade de trabalhar.

De acordo com estudiosos, a vida de ócio dos gregos só foi possível por causa da escravidão, pois na época havia duas classes de homens: os dedicados à arte, à contemplação ou à guerra; e os que eram obrigados a trabalhar, inclusive em condições precárias: os escravos.

Os Romanos

Já o conceito de ócio era que as pessoas muito ocupadas buscavam-no não como um fim, mas como descanso e diversão no intervalo de suas diversas atividades – exército, comércio, governo.

Banquet ócio e negocio

A sociedade romana que pensa na  noção moderna sobre a divisão e aproveitamento (eficácia) daquilo que temos de mais precioso, o Tempo.

Ante um otium, dedicado ao espaço público (Ágora), onde se praticava e se interagia com os outros nos campos da Política ou da Cultura, havia um nec otium, o para lá do ócio, ou negócio, período dedicado a ganhar dinheiro que permitisse, além de viver, o gozo do ócio.

Primum laborare, deinde philisophare, uma máxima também romana, já é uma alteração ética importante nesse conceito de divisão do tempo, onde se apregoa a lei “natural” de se trabalhar primeiro e se filosofar apenas depois. Afinal, estariam aqui as raízes do conceito de “tempo é dinheiro” introduzido algures no final da Idade Média europeia pela classe burguesa ascendente, e aplicado com todo o rigor pelo pensamento da Reforma, de Lutero ou Calvino. Por Fernando Correia de Oliveira

No século XVIII

Na sociedade contemporânea, pensar sobre o ócio é pensarem desperdiçado de tempo. Este conceito é fruto de uma interpretação burguesa que, no século XVIII, com o início da industrialização, passou a dar uma conotação negativa à idéia de ócio, uma vez que não seria interessante para esta burguesia aceitar o tempo livre do trabalhador assalariado.

KARL MARX

A MAIS VALIA PARA – Karl Marx

Karl Marx foi o primeiro pensador econômico que criticou a dinâmica do modelo capitalista. Escreveu um tratado de três volumes sobre todos os economistas existentes, que foi publicado como Teoria da Mais-Valia e, posteriormente, incorporado à obra O Capital, obra mais importante do autor. A teoria maxista da mais-valia pode ser compreendida da seguinte forma: suponhanhamos que um funcionário leve 2 horas para fabricar um par de calçados. Nesse período ele produz o suficiente para pagar todo o seu trabalho. Mas, ele permanece mais tempo na fábrica, produzindo mais de um par de calçados e recebendo o equivalente à confecção de apenas um.

Karl Marx - O Capital

Em uma jornada de 8 horas, por exemplo, são produzidos 4 pares de calçados. O custo de cada par continua o mesmo, assim também como o salário do proletário. Com isso, conclui-se que ele trabalha 6 horas de graça, reduzindo o custo do produto e aumentando os lucros do patrão. Esse valor a mais (mais-valia) é apropriado pelo capitalista e constitui o que Karl Marx chama de “Mais-Valia Absoluta”. Além do operário permanecer mais tempo na fábrica o patrão pode aumentar a produtividade com a aplicação de tecnologia. Dessa forma, o funcionário produz ainda mais. Porém o seu salário não aumenta na mesma proporção. Surge assim, a “Mais-Valia Relativa”. Com esse conceito Marx define a exploração capitalista. Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/1705312-karl-marx-conceito-mais-valia/#ixzz1suRmvNd6

SOBRE KARL MARX

Economista, filósofo e socialista alemão, Karl Marx nasceu em Trier em 5 de Maio de 1818 e morreu em Londres a 14 de Março de 1883. Estudou na universidade de Berlim, principalmente a filosofia hegeliana, e formou-se em Lena, em 1841, com a tese Sobre as diferenças da filosofia da natureza de Demócrito e de Epicuro. Em 1842 assumiu a chefia da redação do Jornal Renano em Colônia, onde seus artigos radical-democratas irritaram as autoridades. Em 1843, mudou-se para Paris, editando em 1844 o primeiro volume dos Anais Germânico-Franceses, órgão principal dos hegelianos da esquerda. Entretanto, rompeu logo com os líderes deste movimento, Bruno Bauer e Ruge.

Em 1844, conheceu em Paris Friedrich Engels, começo de uma amizade íntima durante a vida toda. Foi, no ano seguinte, expulso da França, radicando-se em Bruxelas e participando de organizações clandestinas de operários e exilados. Ao mesmo tempo em que na França estourou a revolução, em 24 de fevereiro de 1848, Marx e Engels publicaram o folheto O Manifesto Comunista, primeiro esboço da teoria revolucionária que, mais tarde, seria chamada marxista. Voltou para Paris, mas assumiu logo a chefia do Novo Jornal Renano em colônia, primeiro jornal diário francamente socialista.
     

Ócio Criativo - Malfada

Depois da derrota de todos os movimentos revolucionários na Europa e o fechamento do jornal, cujos redatores foram denunciados e processados, Marx foi para Paris e daí expulso, para Londres, onde fixou residência. Em Londres, dedicou-se a vastos estudos econômicos e históricos, sendo freqüentador assíduo da sala de leituras do British Museum. Escrevia artigos para jornais norte-americanos, sobre política exterior, mas sua situação material esteve sempre muito precária. Foi generosamente ajudado por Engels, que vivia em Manchester em boas condições financeiras.

                                  Em 1864, Marx foi co-fundador da Associação Internacional dos Operários, depois chamada I Internacional, desempenhando dominante papel de direção. Em 1867 publicou o primeiro volume da sua obra principal, O Capital. Dentro da I Internacional encontrou Marx a oposição tenaz dos anarquistas, liderados por Bakunin, e em 1872, no Congresso de Haia, a associação foi praticamente dissolvida. Em compensação, Marx podia patrocinar a fundação, em 1875, do Partido Social-Democrático alemão, que foi, porém, logo depois, proibido. Não viveu bastante para assistir às vitórias eleitorais deste partido e de outros agrupamentos socialistas da Europa.

A sociedade pós-industrial – Para Domenico De Masi

Domenico De Masi nasceu em Rotello, na província de Campobasso, no sul da Itália, no dia 1 de fevereiro de de 1938. Residiu em 3 cidades italianas: Nápoles, Milão e Roma. Aos dezenove anos já escrevia para a revista Nord e Sud artigos de Sociologia Urbana e do Trabalho. Aos vinte e dois anos lecionava na Universidade de Nápoles. Mais recentemente assumiu o posto de professor de Sociologia do Trabalho na Universidade La Sapienza de Roma, além de ser diretor da S3 Studium, escola de especialização em ciências organizacionais que fundou. Escreveu diversos livros, alguns deles tidos como revolucionários, entre eles se destacam: “Desenvolvimento Sem Trabalho”, “A Emoção e a Regra”, “O Ócio Criativo” e “O Futuro do Trabalho”. No seu livro “O Ócio criativo”

Domenico De Masi

Este livro-revista (assim define o próprio autor) permitiu ao De Masi explicar de forma completa e orgânica o seu pensamento sobre o trabalho, o tempo livre e a evolução da nossa sociedade. Nele, o autor elabora de forma acessível os temas da sociedade pós-industrial, do desenvolvimento sem emprego, da globalização, da feminilização, do declínio das ideologias tradicionais, dos sujeitos sociais emergentes, da criatividade e do tempo livre.

O Ócio Criativo

O pano de fundo desta obra é uma profunda insatisfação que o autor tem com o modelo social elaborado pelo Ocidente, sobretudo pelos Estados Unidos, que é centrado na idolatria do trabalho, do mercado e da competitividade. A este, De Masi contrapõe um novo modelo atento não só a uma produção eficiente, mas também a uma distribuição equânime da riqueza, do trabalho, do saber e do poder.

Ócio Criativo

O autor defende que a confiança nas novas tecnologias nos oferecerá maior ócio e que a esperança nas novas biologias nos concederão maior longevidade.Prevê que em médio prazo o tempo de trabalho será reduzido e conduzido, na sua maior parte, pelo tele-trabalho, ou seja, realizado de casa, onde a tendência é aumentar o tempo livre.

É possível concluir que o autor em sua obra “O ÓCIO CRIATIVO” mostra o que pode vir a ser a sociedade pós-industrial, tendo uma distribuição equânime da riqueza, do trabalho, do saber e do poder. Insatisfeito com o modelo social centrado na idolatria do trabalho, ele propõe uma maior interação entre o trabalho, o tempo livre e o estudo, onde os indivíduos são educados a privilegiar a satisfação de necessidades radicais, como a introspecção, a amizade, o amor, as atividades lúdicas e a convivência.

Ócio criativo

Segundo o autor, O ócio pode transformar-se em violência, neurose, vício e preguiça, mas pode também se elevar para arte, para a criatividade e para a liberdade. É no tempo livre que passamos a maior parte de nossos dias e é nele que devemos concentrar nossas potencialidades?  De Masi compara ao mesmo tempo em que sugere uma semelhança na ética do trabalho com a ética do ócio.Longe de ser anacrônica, a teoria do autor já encontra adeptos em todo mundo. Inclusive nas grandes empresas.

Ócio Necessário.

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