Nós mães, nós pais, nós adultos responsáveis por crianças.

Nós mães, nós pais, nós adultos responsáveis por crianças.
Boa tarde, pessoas queridas. Hoje trago comigo a contribuição em e escrita, de pessoas que percebem a necessidade que os dias atuais apresentam como demanda, na formação especialmente da infância das nossas crianças do zero aos sete anos. Dizem que as crianças nascessem prontas. É preocupante e isto é algo que deveria muito nos assustar. Sabemos que é uma afirmativa que precisa ser muito bem discutida. A nossa criança de, hoje e sempre, carece de proteção em todos os aspectos da sua vida. Percebo que no momentos atual muitas vivências e experiências possam ser vividas. Minimizar ou desconsiderar a ausência da afetividade e do respeito para com a natureza humana da criança e de seu próprio desenvolvimento, tem sido objeto de preocupação entre muitos, professores, familiares, educadores, pedagogos, psicanalistas, sociólogos, cuidadores, enfim entre todos adultos sensibilizados com a infância e qual direção o cuidado de seu desenvolvimento deve ocupar-se na prática cotidiana e como deve caminhar. Afinal nós somos pessoas, que crescemos, em outras gerações temos diferentes vivências, e fomos acolhidos e cuidados enquanto crianças, sabemos da nossa incompletude humana, mas de alguma maneira fomos acolhidos e este acolhimento fez total diferença para lidarmos com nossa dolorida incompletude humana. Não as crianças não nascem prontas, cada geração nova que nasce necessita ser melhor recebida, acolhida, acompanhada. Como pensar em cuidar do planeta sem construir um olhar cuidador em nossas novas gerações. Como?  Espero um olhar mais atento  para as pedagogias, que  se preocupa com o físico, o humano e o espiritual das nossas crianças.

 

A Pedagogia Waldorf é uma pedagogia que tem como ponto de partida o conhecimento da criança e de seu desenvolvimento em diversos aspectos. Enfoca o ser humano como ente físico, anímico e espiritual.
Embasada na concepção de ser humano e mundo desenvolvida pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), essa pedagogia tem como objetivo o cultivo das potencialidades individuais. Leva em consideração a diversidade cultural e se compromete com princípios éticos humanos amplos e gerais.

imagesCAX7LD4V bonecos 1 Há uma valorização de:
• Integração social e cooperação
• Integração de escola e família
• Infância saudável
• Alegria e responsabilidade nos processos de aprendizagem
• Excelência intelectual, imaginação, criatividade, cultivo da memória,
habilidades em resolução de problemas
• Arte e movimento como meios de exercitar capacidades e como
elementos que permeiam todo o processo de aprendizagem
• Currículo que propicia um desenvolvimento adequado a cada faixa
etária nos âmbitos físico, emocional e cognitivo.
• Professores em permanente processo de autoeducação: além da
formação acadêmica os professores passam por uma formação específica em Pedagogia Waldorf.

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Especificidades da Pedagogia Waldorf
• Os conteúdos e atividades visam ir ao encontro das necessidades próprias de cada fase do desenvolvimento dos alunos
• Educação Infantil com espaço e tempo para o desenvolvimento de uma infância saudável, sem procedimentos voltados para a alfabetização precoce
• Os primeiros oito anos escolares do Ensino Fundamental têm, preferencialmente, acompanhamento feito pelo mesmo professor
• Aulas de Euritmia
• Ensino em módulos temáticos
• Aulas   Manuais, Música, Jardinagem, Artes ao longo de todo o currículo
• Ensino de línguas estrangeiras (Inglês e Alemão) desde o primeiro ano
• A avaliação é contínua e diversificada, e considera o aluno em seus diversos aspectos. Pretende ser tanto
um retrato da situação de aprendizagem quanto um ponto de partida para desenvolvimentos posteriores
• O elemento artístico, além de ser utilizado como uma faculdade em si, é um veículo didático 

 

“A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas.”
Rudolf Steiner

Escolas Sinceras

Este post traz uma preocupação com a volta às aulas. E um tanto de reflexão. O retorno às aulas frequentemente carregam, dúvidas, aflições aos pais sobre qual escola seu filho ou filha deva continuar frequentando ou irá frequentar. Trago comigo uma pergunta que sempre ouvi e não compreendia as respostas que eram sugeridas. Penso que por décadas por algum motivo, a resposta para a pergunta que eu ouvia, não foi sinceramente respondida.  A pergunta? Qual escola matricular o meu filho?

Mil respostas, muitas dúvidas sobre o sistema público e privado. Abordava-se sobre o conteúdo a ser estudado, o espaço físico que iria desenvolver a construção do conhecimento, quais atividades ou áreas de conhecimento seria mais estimulada, como seria a rotina de organização do dia das crianças, e dos jovens adolescentes, como se daria o acolhimento das crianças, qual é a proposta pedagógica da escola, como seriam equacionados os conflitos, a questão da violência, a indisciplina. Os valores humanos que serão apresentados e desenvolvidos. Quais os pedagogos que a escola fundamentava sua prática pedagógica. Todas essas questões as escolas procuravam responder aos pais. E os pais em sua grande maioria sentiam-se satisfeitos com as respostas que lhes eram dirigidas.Porém para uma porcentagem mínima de pais, as respostas para as questões violência e conflitos não foram satisfeitas. Houve omissão sobre o principal objetivo dos sistemas de ensino. Esta omissão proposital ou por desconhecimento, creio que seja necessária ser esclarecida.

Então, alguns pais começam, a questionar afinal de onde vem, tanta violência? Por que a educação fica sempre, no mesmo ponto, o que afinal acontece com o sistema Educacional. O que congela, as ações das  escolas impedindo-as de equacionar e avançar em um dos seus objetivos mais significativos; a melhoria das relações humanas.

Tentando compreender a origem destas questões continuei estudando sobre esta problemática, tive a oportunidade de estudar com professores militantes e comprometidos, com a Educação Brasileira, para minha sorte tive muitos professores bons, entre tantos lembro, neste momento, do professor e sociólogo Luiz Monteiro Teixeira, autor de livros que nos ajuda a compreender este estado de circunstâncias, na Educação Brasileira. Compartilho hoje, com um dos livros, que o professor Teixeira propôs estudarmos, penso que as contribuições do livro e as reflexões sobre seu significado e importância  nos ajudará a compreender  melhor o organismo social que gera diferentes tipos de violências, principalmente, nas escolas.

O livro proposto para estudo foi “A educação para além do capital” escrito por István Mészáros. Este livro apresenta-se como contribuição singular.

Produzido na forma de ensaio para a conferência de abertura do Fórum Mundial de Educação, realizado em Porto Alegre, em julho de 2004, o brilhante filósofo, em poucas linhas (o livro tem ao todo 80 páginas) dá, a todos os educadores latino-americanos, uma rica lição sobre o papel da educação.

Uma parte de mim percebe o quanto é difícil atuarmos como sujeitos críticos no percurso da nossa própria história, principalmente quando estamos comprometidos em orientar nossos filhos, sobrinhos, vizinhos, amigos, netos naturalmente todas  nossas crianças.

Outra parte de mim confia que, se estivermos atentos, por mais momentos, no nosso percurso, seremos capazes de nos incomodarmos com a perpetuação das injustiças  entre nos seres humanos.Afinal somos essencialmente  seres de condição  humana iguais. Os sistemas educacionais são organismos sociais que precisa aprender a fazer a crítica sobre as suas ações. Os educadores que pensam a educação, me parece estão diante de um  trabalho muito delicado ,significativo e transformador. A sua reflexão crítica e sincera sobre  a dominação do capital em detrimento da educação do ser humano, com certeza contribuirá para que, seja ampliada  a crença no advier de novos e melhores tempos.Tempos nos quais, os pais não precisarão ficar tão aflitos à respeito do que sinceramente, a Educação do país tem para oferecer aos seus filhos.

Oxalá que um dia isso seja verdade. Enquanto esperamos penso ser bom estudarmos e aprendermos sempre.

E que a escola na qual, colocarmos nossos filhos tenha em si o princípio, da amizade e a prática do diálogo sincero e que promova equacionamentos justos, na difícil construção das relações humanas, como um todo. Bom seria se os educadores tivessem acesso,  a este livro para olhar a educação de uma forma crítica, e  perceber as relações que nela estão  estabelecidas, com o capital e quais suas possibilidades de atuação.Este livro nasce como um clássico indispensável  todos que se interessam pelas questões educacionais. É leitura obrigatória para os estudantes dos cursos superiores, especialmente  aqueles ligados à formação de professores.

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