É…É CARNAVAL…NESSE PAÍS TROPICAL.

Assista aqui a uma aula de frevo com a galerinha da TV Piá: TV BRASIL

O frevo é muito mais que um estilo de música. É uma expressão artística original do Brasil reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do nosso país, desde 2007. Além dos sons vibrantes dos saxofones, trombones e pandeiros, o frevo envolve uma maneira única de dançar, de confeccionar e enfeitar roupas, sombrinhas, estandartes (bandeiras de cada grupo de frevo). É uma manifestação cultural complexa e muito rica que representa os saberes, os ofícios e a imensa alegria do povo brasileiro, desde o fim do século XIX.

O termo – A palavra frevo vem de “ferver” para significar que a alegria do povo durante a festa é uma ebulição. A primeira vez que a palavra foi usada para simbolizar esse movimento cultural foi no Jornal Pequeno, na edição de 09 de fevereiro de 1907, segundo o pesquisador Evandro Rabello no livro “Memória da Folia – O carnaval do Recife pelos olhos da imprensa 1822/1925”.

O ritmo – A música é bem rápida, frenética, e nasceu da mistura de vários gêneros musicais, como quadrilha, polca, peças do repertório erudito, maxixes e o dobrado. São tocadas por bandas marciais e fanfarras.

A dança – O passo, como se chama na dança do frevo, surgiu inspirado na capoeira, forma de luta e defesa desenvolvida pelas populações negras trazidas como escravos para o Brasil no período colonial. Os escravos tinham que disfarçar esse tipo de treinamento de luta para não serem castigados, mas precisavam treinar para se defender. Por isso, misturavam os golpes ao estilo de dança, com piruetas e saltos. Existem mais de cem passos clássicos registrados, mas o improviso e o estilo pessoal variam com a criatividade de cada dançarino.

Os símbolos

– Sombrinha – No começo, era usada para proteger do sol e até como arma, em caso de conflito. Com o passar do tempo, foi ficando menor e mais colorida e se tornando uma tradição e símbolo do frevo

– Estandartes – É a bandeira, com um emblema, que vai na frente dos cortejos. Ela caracteriza a agremiação, identifica aquele grupo que vai passando. A tradição vem da época das Cruzadas, na Idade Média, quando as missões com fins militares e religiosos ostentavam bandeiras com símbolos alegóricos como cruzes e brasões.

Direitos autorais: Creative Commons – CC BY 3.0

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